<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8046370</id><updated>2011-08-03T22:04:13.349+01:00</updated><title type='text'>NNEntrevista</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nnentrevista.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nnentrevista.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8046370.post-3015615313994283902</id><published>2009-08-30T17:54:00.014+01:00</published><updated>2009-12-07T23:07:46.094Z</updated><title type='text'>Sara Vidal, vocalista dos “Luar na Lubre”, em entrevista ao Notícias do Nordeste</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_zzktSG255WU/SpqvU8iOeqI/AAAAAAAAAKI/LPRlQYzVfQc/s1600-h/sara.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 294px; FLOAT: left; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375801879602035362" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_zzktSG255WU/SpqvU8iOeqI/AAAAAAAAAKI/LPRlQYzVfQc/s400/sara.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sara Vidal, a vocalista dos “Luar na Lubre” um dos mais representativos grupos da folk “celta” de Espanha esteve à conversa com o Notícias do Nordeste. A artista da Nazaré diz que espera algum dia vir actuar em Macedo de Cavaleiros com os "Luar na Lubre".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt; – Sara, o que é que achaste aqui do concerto e das “Noites do Prado", em geral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sara Vidal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Vir a Macedo de Cavaleiros é sempre bastante revigorante, é um carregar de pilhas e esta noite creio que foi muito positiva, não só a nível musical, que foi bastante diversificada, com grande qualidade, não só dos instrumentistas e dos guitarristas, mas também como das outras vozes. Mas sobretudo sublinho o ambiente que se viveu aqui de fraternidade, de comunhão, que penso que também é um dos objectivos da santa Casa da misericórdia de Macedo de Cavaleiros. Trata-se de um pouco de animação cultural não só para os velhinhos aqui da Santa Casa, mas também para Macedo de Cavaleiros. Nesse sentido foi uma iniciativa muito positiva. Eu saio pelo menos muito satisfeita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – E tiveste a oportunidade de partilhar o palco com gente aqui da terra que cantavam o seus fados com o orgulho próprio daqui. O que é que achaste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sara Vidal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Eu acho que Macedo de Cavaleiros tem muito potencial, especialmente a Ana Rita, que já é uma vedeta. Pelo menos foi cantar à TVI, segundo me contaram. Mas tem bastante potencial. Haveria que fomentar mais este tipo de iniciativas aqui na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Vamos falar agora um pouco de ti. Quem és tu? O que fazes aqui? Conta-nos um pouco a tua iniciação musical, como e que começaste e o que é que estás a fazer neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sara Vidal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Falando muito brevemente, muito resumidamente, senão poderíamos ficar aqui toda a noite, eu comecei… eu… a minha iniciação no fado é muito familiar, já a minha família, a minha mães e as minhas tias cantavam fado, desde sempre que me lembro de cantar fado, mas sempre de uma forma bastante amadora. Depois na Universidade, no ICTE, em Lisboa, eu fazia parte da tuna académica onde formamos um pequeno grupo de fados académico que na altura se chamava “Sons Vadios” e entretanto essa experiência musical muito amadora, obviamente, dentro da Tuna - digamos que estava relacionada com a música tradicional portuguesa – e eu sempre me interessei pela música Folk, pela música tradicional, pelas Músicas do Mundo. Na altura, no ano de 2002, quando acabei o curso e tinha que realizar um projecto de fim de curso (organização de um festival intercéltico em Lisboa), eu pus-me em contacto com o grupo “Luar na Lubre” - que é um grupo de música folk galega – para eles irem actuar a Lisboa, e foi a partir daí que começou um contacto com esse grupo. Em 2005, quando a anterior vocalista saiu do grupo, eles fizeram um casting e eu agora sou a actual vocalista desse grupo. Actualmente estou a viver na Galiza e dedico-me cem por cento à música.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="500" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-DMr19bvCJ8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-DMr19bvCJ8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Bom…desde 2005 já passaram quatro anos. O que é que viveste nesses quatro anos…por onde passaste…o que é que tocaste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sara Vidal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Foi uma volta de 180º, radical, uma mudança do dia para a noite, mas fundamentalmente foi um crescer, um amadurecer, tanto a nível pessoal, a nível musical, com muitas experiências de vida e a possibilidade de poder partilhar o palco e música com sete grandes músicos, como é o caso do “Luar na Lubre”. É um privilégio e é uma honra muito grande e nesse sentido só posso dar graças a Deus por me ter propiciado essa experiência de vida. E, claro que esperemos ainda poder viver muitas mais experiências enriquecedoras como as que têm sido até agora. O Fado continua sempre, apesar de eu me dedicar actualmente à música galega, à Música Folk, o Fado continua sempre aí, sempre presente e a Música Tradicional Portuguesa também. Por isso, costumo esporadicamente fazer este tipo de iniciativas, como é o caso das “Noites no Prado” e esta noite de fados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – O que é que gostas mais: Fado ou Música Celta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sara Vidal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – (risos) Eu gosto de tudo. Eu sou bastante eclética. Para mim é fundamental qualquer tipo de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Eras capaz de vir tocar aqui a Macedo Música Celta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sara Vidal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Claro, claro, aliás esperemos vir algum dia tocar a Macedo com o grupo “Luar na Lubre”. Estamos mesmo aqui ao lado (bem… mesmo ao lado não, mas estamos muito pertinho. Da Corunha a Macedo de cavaleiros é um passinho, por isso esperemos que sim, que se possa propiciar esse encontro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – E concertos cá em Portugal, tens dado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sara Vidal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Infelizmente não tocamos tantas vezes como gostaríamos de tocar. A última vez que tocamos foi em Águeda, em Maio passado, numa iniciativa da d'Orfeu e foi uma experiência muito gratificante para nós. E para mim, como devem calcular, ainda mais, porque é o meu país. Por acaso Águeda é a terra de meu pai, então estava lá toda a minha família paterna e foi bastante emotivo…mas…gostaríamos de vir mais vezes actuar a Portugal. É um país que… não entendemos muito bem porque é que não vimos tantas vezes como as que poderíamos vir.&lt;br /&gt;Mas temos a esperança que possamos consolidar (risos) essa vinda mais vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – E brindar aqui o público transmontano com uma presença tua, para além desta que já deste hoje…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sara Vidal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Esperemos que sim…esperemos agora que esta iniciativa de hoje dê os seus frutos para muitos mais encontros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.noticiasdonordeste.com/tv/CONTEUDO/video50.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/geataopagina/ouvirpod2.png" /&gt;&lt;object id="audioplayer1" data="http://channels.ourmedia.org/players/1pixelout/player.swf" width="180" height="20" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;color:#000000;"&gt;Entrevista de Mário Alves&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8046370-3015615313994283902?l=nnentrevista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nnentrevista.blogspot.com/feeds/3015615313994283902/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8046370&amp;postID=3015615313994283902' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/3015615313994283902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/3015615313994283902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nnentrevista.blogspot.com/2009/08/sara-vidal-vocalista-dos-luar-na-lubre.html' title='Sara Vidal, vocalista dos “Luar na Lubre”, em entrevista ao Notícias do Nordeste'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zzktSG255WU/SpqvU8iOeqI/AAAAAAAAAKI/LPRlQYzVfQc/s72-c/sara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8046370.post-3697900781356524255</id><published>2009-08-30T17:24:00.009+01:00</published><updated>2009-08-30T17:53:40.339+01:00</updated><title type='text'>Entrevista a Sérgio Godinho: "A criação tem que ser solitária"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_zzktSG255WU/Spqoqiri4BI/AAAAAAAAAJ4/KqLD_UnhqL8/s1600-h/sergio7.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 250px; FLOAT: left; HEIGHT: 202px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375794554037526546" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_zzktSG255WU/Spqoqiri4BI/AAAAAAAAAJ4/KqLD_UnhqL8/s400/sergio7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Sérgio Godinho, o trovador, o poeta, o compositor, o actor, o escritor, o ilustrador... o artista que representa um dos maiores marcos da música e da cultura portuguesa, com a afabilidade e a simpatia que lhe são tão peculiares, esteve à conversa com o Notícias do Nordeste.&lt;br /&gt;O encontro foi feito sexta-feira passada, em Torre de Moncorvo, onde o músico proporcionou um magnífico espectáculo num cine-teatro completamente esgotado.&lt;br /&gt;Nesta entrevista, Sérgio Godinho fala-nos do seu novo álbum "Nove e Meia no Maria Matos", mas também expõe o seu pensamento sobre diferentes realidades.&lt;br /&gt;Além do regresso ao palco em muito curto prazo do actor Sérgio Godinho, poderemos esperar por um seu novo disco de originais em 2009.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;---------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Noticias do Nordeste&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - O seu novo álbum chama-se "Nove e Meia no Maria Matos" e nele está assessorado por um grupo de músicos muito competentes. O que é este seu novo disco?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sérgio Godinho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Este trabalho é a gravação ao vivo dos espectáculos feitos em Lisboa no Teatro Maria Matos, em Maio do ano passado. O "Assessorado"…, essa pergunta vem do facto da minha banda ter o nome de "Os Assessores". Foi um nome que apareceu por alturas de um outro disco, em que havia uma canção que se chamava "Bem-vindo Senhor Presidente". Falava-se nos assessores do presidente e começou-se a chamar por piada à banda "Os Assessores". De facto, este grupo de músicos já está comigo, chamemos-lhe assim, desde o princípio deste século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - É uma provocação?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;SG&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - (Risos) É piada, não é provocação sequer. Até porque isto é um colectivo, embora eu seja aqui o presidente (risos) não oficial deste colectivo. Mas eu não sou o presidente de coisa nenhuma, excepto o de ajudar a organizar a desordem criativa. Ajudar muitas vezes a pô-la em ordem, sobretudo o que é importante, é que este grupo de músicos são meus cúmplices desde há muito, como digo, desde o princípio deste século XXI. E, há uma cumplicidade evidente, uma troca musical que eu acho que é muito profícua. Uma troca de experiências. Eles trazem-me visões também da música, que provavelmente algumas delas completam muito aquilo que existe no âmbito da canção que é a criação. A criação à partida é solitária, embora no caso de uma parceria possa ser partilhada com outra pessoa. Mas a canção tem que ser sempre solitária. É necessária essa solidão no acto primeiro de compor, de criar. Mas depois é preciso trocar. Digamos que a canção, adquira um corpo definitivo com os instrumentos, com os arranjos, com a própria atitude perante a canção, se é mais rápida, se é mais lenta, se o ritmo é um pouco alterado. E, na sequência dos espectáculos que já tínhamos vindo a fazer a seguir ao disco "Ligação Directa", chegamos a Lisboa, ao Maria Matos, e achamos que era altura de registar isso tudo, e, dar a ouvir o nosso momento de forma, que me parece muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - O registo ao vivo é uma das particularidades do disco. Escolheu-o porquê?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;SG&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Eu gosto que as versões das canções, não sejam sempre as únicas e definitivas. Eu acho que o "ao vivo" permite ter uma outra escuta de canções. Umas em versões bastantes parecidas aos discos quando estão na sua versão original, mas outras muito transformadas. Há canções aqui, como o "Homem Fantasma" ou como o "Dias úteis" ou como "O Primeiro Gomo da Tangerina", que é como começa o disco, que são muito transformadas, que têm uma outra atitude. Aliás, nós estamos a andar a ler um corpo de base que é imutável, mas, que depois sofre transformações ao longo do tempo. E, eu acho isso muito interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O COMPOSITOR&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" alt="=" align="center" src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/sgodinho2.jpg" width="503" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - A indústria discográfica está num processo de reestruturação que foi quase como que imposto por uma nova instrumentaria, por um novo instrumento, que é a Internet. A Internet possibilita hoje uma forma diferente da distribuição da música. Muitas vezes até com prejuízos para os autores. O que é que pensa deste novo mundo de distribuir a música?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;SG&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Eu acho que é inevitável. É uma coisa que está a acontecer. O que é preciso é regulamentá-la. O que aconteceu é que a Internet apareceu e a lei vai sempre um bocadinho atrás. Começou a achar-se que era um mundo em que tudo podia ser gratuito. O que é certo é que está envolvido o trabalho de muitos criadores de muitos agentes, não é só de criadores. Eu como autor, como cantor, os músicos…, estou a falar do meu caso só para lhe dar um exemplo. Os músicos, os técnicos, os técnicos de som que gravam os temas, os editores que editam… tem é que haver uma regulamentação de maneira que a música continue a existir como actividade profícua e criativa. Porque senão pode ser a morte da música. Mas eu acho que não. Acho que por outro lado a Internet dá possibilidades de divulgação que são novas e às quais nós temos que nos adaptar muito simplesmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Sérgio Godinho é um gigante da música e da Cultura de Portugal. O seu nome além de ser grande é um nome que se mantém grande ao longo de décadas, e isto é importante. Mas mantém-se sempre fresco, com novidade… com a capacidade de surpreender, o que faz com que tenha admiradores que vão surgindo ao logo de diferentes gerações. Sente-se um autor inter-geracional? Isto é, quando está a compor as suas músicas está a pensar que essas músicas vão ser ouvidas pelo senhor de sessenta ou pelo jovem de dezoito?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;SG&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Não. Não penso nada disso! É facto que sou um bocado inter-geracional ou pelo menos transversal em relação a idades e até as minhas canções mais antigas às vezes transitam. Por exemplo, neste disco "Nove e Meia no Maria Matos" há canções que têm vinte anos e outras que têm dois. Há canções que transitam de época para época. Mas eu quando componho não tenho essa preocupação. E até nas roupagens das canções não há essa preocupação. Eu acho que essa ponte se faz naturalmente entre as pessoas que ouvem e aquilo que eu tenho para dar. Eu acho que se for uma coisa muito calculista e calculada, a não ser que possa haver uma canção que tenha um alvo específico, e isso pode ter acontecido numa ou noutra canção, mas não é um ponto de partida. A ponte estabelece-se naturalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - O Sérgio Godinho tem-se rodeado de músicos jovens que vêm da pop ou do rock português. Aconteceu com os Despe e Siga, aconteceu com os Clã. Pode-se então concluir que existe uma preocupação da sua parte em refrescar com a irreverência da malta mais nova, da malta jovem as suas canções mais antigas?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;SG&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Mas o que é irónico é que esses dois casos que referiu, aconteceu exactamente ao contrário. Três destes músicos eram do núcleo duro dos "Despe e Siga", começaram a tocar comigo, ficaram muito entusiasmados e depois vieram ter comigo a dizer-me que: "nós vamos abandonar os "despe e Siga" e queríamos tocar contigo e fazer parte integrante deste projecto, e foi assim que aconteceu. No caso dos "Clã", foram os "Clã" que vieram ter comigo, para um projecto que foi feito na altura da EXPO chamado "Afinidades" e que deu origem aos espectáculos ao vivo e a posterior fixação em disco. Portanto, esses dois exemplos, até foram no sentido contrário. Embora como é evidente eu também goste muito destes músicos e sinto-me muito bem, não só musicalmente mas também pessoalmente. Somos amigos. E isso é muito curioso, não há diferença geracional quando estamos a trabalhar ou no dia-a-dia quando jantamos juntos, ou quando almoçamos juntos. Ainda hoje, viemos em mais do que um carro, mas fomos almoçar ao mesmo sítio. Gostamos de nos reencontrar e isso é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; -Este seu novo disco evoca os Amigos do Gaspar através do tema "É Tão Bom". Esta série televisiva marcou a malta toda que hoje está entre os vinte e tal e os trinta e tal anos de idade. Os "Amigos do Gaspar" foi uma incursão de Sérgio Godinho pela Música Infantil que ainda hoje continua estética e pedagogicamente interessante e muito actual. Pensa repetir essa experiência, da música e da produção dirigida à infância?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;SG&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Eu fiz várias coisas até. Nos "amigos de Gaspar", depois fiz um disco com as canções todas da série, as letras eram minhas, mas as músicas eram de outro participante da série o Jorge Constante Pereira. Fiz também uma peça infantil, muito representada ao longo dos anos chamada "eu, tu, ele, nós vós, eles". Tinha havido também uma outra série da mesma equipa dos "amigos de Gaspar". Fiz mais do que um livro para crianças. Fiz um livro que tem sido inclusivamente estudado que se chama "o pequeno livro dos medos", que também o ilustrei. É um livro que tem ido a muitas escolas e bibliotecas. Os alunos fazem trabalhos sobre o livro, sobre os medos, conceptualizando um bocado esse tema que é tão vasto. Fiz ainda outras coisas. Eu gosto de ter esse olhar sobre o universo infantil porque o compreendo naturalmente. Se calhar porque tive filhos de idades diferentes, Uma pessoa habitua-se a contar histórias. Mas eu acho que é um link natural o universo da infância. Deixe-me dizer só uma coisa, em princípio este ano, estamos ainda em negociações, para que saia em DVD "os amigos de Gaspar". As negociações com a RTP tem sido bastante morosas, mas vamos lá ver se chegamos a bom porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O ACTOR&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" alt="=" align="center" src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/sgodinho4.jpg" width="503" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; -Nós sabemos que Sérgio Godinho não é só um compositor, músico, um poeta, é também actor, dramaturgo e até realizador…enfim, esteve sempre muito perto das artes de representação. Há quem anuncie que vai voltar à sua faceta teatral. Quando teremos de volta o homem de teatro novamente em palco?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;SG&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; -Estou neste momento a ensaiar uma peça, que vai estrear em Abril, encenada pelo Jorge Silva Melo, pelos artistas unidos, uma peça dum dramaturgo português jovem, que é duma excelente qualidade o José Maria Vieira Mendes. Esta peça que vai ser encenada pelo Jorge Silva Melo, foi um convite dele. Eu tenho tido convites para o teatro que tenho recusado, seja por o projecto não me interessar tanto como isso, seja porque, e isso aconteceu várias vezes, porque o timing era realmente muito mau. Um dos convites por exemplo, foi quando eu ia para o estúdio para o "Ligação Directa", era impossível, era incompatível nessa altura. Mas desta vez, embora também me atrase, queria estar a compor neste momento, mas por outro lado, tenho muita necessidade de voltar ao teatro, pelo gozo, e digamos que para praticar outra vez o ser actor. Estar integrado num colectivo que está a funcionar muito bem. Estamos em ensaios activos, aliás eles estão a ensaiar hoje, eu não estou lá porque tenho este espectáculo aqui, e com todo o prazer. Aliás eu, gosto muito de vir aqui, mas isto é outra história e já falaremos disso. Em Abril lá estarei. A estreia é em Lisboa, não sei se vamos fazer outros espectáculos noutras cidades. A peça é chamada "onde vamos morar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;- Vou-lhe fazer uma pergunta provocatória: ainda pergunta ao seu "amigo Manuel como vai Trás-os-Montes"?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;SG&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - O meu amigo Manuel já morreu. A esse amigo Manuel não pergunto. Esse Manuel que eu refiro na canção é o meu amigo Manuel Hermínio Monteiro que foi o editor da Assírio &amp;amp; Alvim, transmontano de gema de Parada do Pinhão. Um tipo excepcional, e a canção era mesmo dirigida a ele. Fala de um caderno que uma irmã tinha que realmente existia. Eu não pergunto, mas tenho umas saudades enormes do Hermínio, todos temos, e cantei essa canção num espectáculo que fizemos em homenagem ao Hermínio, depois da morte dele. Ele esteve dois anos muito doente, teve um cancro, foi uma coisa muito dura. Ele foi realmente extraordinário, mesmo durante essa altura. Eu tenho uma ligação com Trás-os-Montes, não só através do Hermínio, mas também através de outros amigos e do facto de eu conhecer Trás-os-Montes desde muito pequeno, porque eu sou do Porto e vínhamos muito em viagens por estas bandas nessa altura. Quer dizer, estas terras eram mais inacessíveis nessa altura. Eu gosto muito do Minho, Douro Trás-os-Montes, é realmente um território que me é muito familiar e que me dá muito prazer. As pessoas são realmente muito calorosas e recebem muito bem. Voltarei aqui, penso que no 25 de Abril a Bragança, portanto estamos sempre aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Ainda bem que diz que o Manuel era o Hermínio de Parada de Pinhão o editor conhecidíssimo no nosso país e que nós muito admiramos enquanto transmontanos. Eu fiz-lhe a pergunta porque queria referir-me a esse álbum, salão de Festas em 1984. E eu interpreto sinceramente o tema como uma abordagem de uma certa interioridade. Veio hoje a Moncorvo e com certeza que tem uma percepção particular deste interior. Qual é a sua opinião, enquanto cidadão, relativamente a este pais cada vez mais cindido entre um litoral a abarrotar e um e interior cada vez mais deserto?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;SG&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Só pode ser uma perspectiva preocupante. Eu acho que é preciso que haja pólos de atracão na interioridade. É certo que se fez um caminho, num certo reforço. Hoje em dia há pólos universitários, em cidades do interior. Desde o sul em Évora e à Covilhã, e continuando por aí a cima. Falo deste casos, mas podia falar doutros. Não é verdade portanto que esteja tudo perdido. Eu conheço gente que foi para o interior, seja para leccionar, seja para aprender, seja para trabalhar. Mas é verdade que o fluxo cinde o país em dois. Este é já um problema que se arrasta há muito tempo, porque a emigração, e que infelizmente ainda não acabou, porque as condições estão duras em Portugal. A emigração foi a primeira desertificadora, sobretudo das regiões do interior. Este é portanto um problema que se arrasta há muito tempo, mas tem que haver coragem politica sobretudo, de apostar cada vez mais no interior. Se isto é feito a certos níveis, e os acessos como digo, vão permitindo digamos que essa penetração, mas por outro lado há muito por fazer, muito por fazer neste país e no interior nomeadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Acha que ainda há espaço e sobretudo motivos para a intervenção política e social dos artistas musicais?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;SG&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Esse ainda, nem sequer se põe. Claro que sempre haverá, não é? Eu acho que olhamos à nossa volta, apoiando, preocupando-nos com outras coisas, denunciando muitas situações. Falando das insuficiências que existem. É sempre uma vertente nas minhas canções, embora haja muitas vertentes. Há vertentes mais da observação da realidade, uma realidade a nível psicológico, a nível de relações amorosas, a nível das interrogações filosóficas muitas vezes, a nível da construção de tipos populares que muitas vezes trazem em si uma moral, uma história. Há jogos de palavras, há o lado mais lúdico, o lado mais de contar histórias, portanto tudo isso se intermeia, digamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;- Para quando um disco de temas originais?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;SG&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Isto atrasou-me um bocado. Penso que este ano vai ser um bocado difícil, mas trabalharei este ano para que no próximo ano haja um disco de originais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.noticiasdonordeste.com/tv/CONTEUDO/Video12.html " &gt;&lt;br /&gt;                                         &lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/geataopagina/vervideo.gif" align="left"  class="listing-icon" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img  src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/geataopagina/ouvirpod2.png" &gt; &lt;object type="application/x-shockwave-flash" data="http://channels.ourmedia.org/players/1pixelout/player.swf" id="audioplayer1" height="20" width="180"&gt;&lt;param name="movie" value="http://channels.ourmedia.org/players/1pixelout/player.swf"/&gt;&lt;param name="FlashVars" value="playerID=1&amp;soundFile=http://www.archive.org/download/nnentrevista/sergioipodfinal.mp3"/&gt;&lt;param name="quality" value="high"/&gt;&lt;param name="menu" value="false"/&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"/&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Editado no Notícias do Nordeste em [10-03-2008] (Entrevista de Luis Pereira e Celina Martins)&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8046370-3697900781356524255?l=nnentrevista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nnentrevista.blogspot.com/feeds/3697900781356524255/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8046370&amp;postID=3697900781356524255' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/3697900781356524255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/3697900781356524255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nnentrevista.blogspot.com/2009/08/criacao-tem-que-ser-solitaria.html' title='Entrevista a Sérgio Godinho: &quot;A criação tem que ser solitária&quot;'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zzktSG255WU/Spqoqiri4BI/AAAAAAAAAJ4/KqLD_UnhqL8/s72-c/sergio7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8046370.post-5725872784898073509</id><published>2008-05-15T10:10:00.002+01:00</published><updated>2008-05-15T10:19:32.381+01:00</updated><title type='text'>Entrevista a Armando Rodrigues, candidato à Presidência do Sport Clube de Mirandela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Armando Rodrigues, 37 anos, casado, natural e residente em Mirandela, licenciado em Engenharia Civil. Encabeça a lista B, para a s eleições da presidência do Sport Clube de Mirandela, que se realizam no próximo dia 16 de Maio.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Nas eleições mais badaladas dos últimos anos, o Sport Clube vai a votos rodeado de polémicas. A doação do terreno por parte do empresário Jorge Morais, condicionado a que Virgílio Gomes, actual presidente e recandidato, se mantenha na direcção, é um dos assuntos desportivos mais discutidos na cidade do Tua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo complexo desportivo apresentado no passado dia 3 de Maio que implica a venda do velhinho estádio de S. Sebastião a um empresa privada por 1,5 milhões de euros e a derrota do Mirandela contra o Grupo Desportivo de Bragança por 1-3 são motivos para que estas eleições ganhem outra importância e justifiquem esta entrevista. Durante todo o dia tentamos entrar em contacto com Virgílio Tavares, actual Presidente e recandidato nestas eleições, para ouvir as suas declarações quanto a este processo eleitoral, tal nunca foi possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Começo por lhe perguntar, o porquê da sua candidatura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Armando Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – A principal razão foi essencialmente uma grande movimentação de sócios para que houvesse uma alternativa à actual direcção, essa foi a principal razão que me levou a candidatar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Numa entrevista, ao “Jornal Nordeste” o actual Presidente do Sport Clube Mirandela (SCM) afirma que o SCM “vive a melhor década da sua vida”, concorda com esta afirmação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Armando Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Concordo que o SCM se encontra relativamente bem, mas agora se formos analisar, em termos desportivos, aquilo que foi prometido e aquilo que foi conseguido, então se calhar é um desastre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Portanto entendo nas suas palavras que um dos motivos que o leva a candidatar-se são as promessas não cumpridas da actual direcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Armando Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – É também mas não só, por exemplo, toda esta questão do novo complexo desportivo em que para nós, é todo um processo que não é claro, não é transparente e nós achamos que deve haver verdade e transparência. E no nosso entender, quem deve ditar o que vai ser o destino das instalações actuais do Sport Clube de Mirandela são os sócios. Não faz sentido estar a colocar um projecto sem primeiro ouvir os sócios. Para saber aquilo que eles pretendem, porque são eles verdadeiramente que vão dizer qual o destino a dar ao património. E só depois podemos partir para uma solução. Criou-se muito a ideia de que esta lista é contra a construção do novo complexo, nós não somos contra nada. Nós somos é contra o processo em si, nós estaremos sempre é a favor daquilo que os sócios quiserem. Estaremos lá sempre na primeira linha, para responder a essa pretensão, essa é a nossa razão em relação a todo este processo. Unicamente estamos contra o processo. Não adianta quererem inverter e querer dizer que nós somos contra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Como é que conduziria esta situação, caso estivesse na direcção do Sport Clube?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Armando Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Eu conduziria, como pretendo que venha a ter essa legitimidade para o fazer, que é fazer uma assembleia-geral em que os sócios, irão dizer aquilo que pretendem, se pretendem uma requalificação para o estádio de S. Sebastião e com a construção de campos de treino e balneários, ou então se pretendem a construção de um complexo desportivo, todo ele de raiz, que incorpore um estádio para os jogos principais. E só em função disso é que iremos partir depois para a análise para a melhor localização e tudo isso, quer dizer, não vamos andar aqui com o processo ao contrário. Que é isso que tem acontecido até esta parte. A câmara municipal, cumpriu o papel dela, enquanto entidade que tem colaborado com o Sport Clube e apresentou um ante-projecto daquilo que poderia vir a ser um complexo desportivo para o Sport Clube, o SCM é que quanto a mim, com a atitude que tomou quer impor uma decisão antecipada de uma decisão que os sócios poderão vir a tomar. E isso é completamente incorrecto, nós estamos contra esses factos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Na sua opinião, é preferível construir um Complexo Desportivo de raiz e vender o terreno do estádio de S. Sebastião ou é preferível requalificar o estádio que têm?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Armando Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Nós não somos nenhuns “iluminados”, se fizermos uma análise nacional, vê se que todos os estádios construídos de novo, temos o caso do Estádio do Dragão, o Estádio da Luz e o de Alvalade que foram construídos num aglomerado populacional muito elevado, nós não estamos aqui a descobrir absolutamente nada. Há de facto o hábito dos Mirandelenses de ir ao futebol com a família a pé a passear e por tudo isso, requalificando o estádio de S. Sebastião poderá ter todas as condições para se mater como estádio principal nos jogos ao domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Portanto, a sua aposta passa pela requalificação do estádio de S. Sebastião?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Armando Rodrigues&lt;/strong&gt; – Eu não estou a dizer que é a minha aposta, é apenas a minha opinião. Agora a minha aposta vai ser aquilo que os sócios quiserem, tão certo quanto isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Ma não irá defender a sua opinião?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Armando Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Não irei defender a minha opinião, nós iremos colocar todas as hipóteses e os sócios irão decidir, qual a hipótese que eles entendam ser a melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Imagine que é eleito, e que os sócios em Assembleia-Geral decidem fazer exactamente o que esta direcção tenciona fazer, qual a sua posição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Armando Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – A minha posição será abrir um debate alargado, para ver se hà alguém disposto a uma nova localização que em termos económicos seja mais favorável. Não vamos condicionar, é preciso que se note, a que estádio tendo que ser construído, fora do local actual tenha de ser no local que a actual direcção indica, não, nós queremos debater e serão os sócios a decidir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Percebeu-se claramente pelas declarações do empresário Jorge Morais, que a ideia de doar o terreno na quinta da Raposeira, apenas será efectuada caso se venha a manter a direcção com Virgílio Gomes. Já têm alguma garantia que caso vençam as eleições o empresário Jorge Morais também vai doar o terreno? Existem conversações nesse sentido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Armando Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Essas declarações existem, estão gravadas, estão registadas onde é dada essa garantia, que o senhor Jorge Morais apenas doa o terreno caso o senhor Virgílio Gomes vença estas eleições. Não temos conversações, nem queremos, porque isso iria totalmente contra aquilo que defendemos, nós queremos um processo transparente e aberto e serão os sócios a ditar qual o rumo do clube. Nós apenas iremos fazer o melhor para concretizar o que os sócios assim entendam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Na mesma edição, o Jornal Nordeste, publica um artigo de opinião onde Júlia Rodrigues, líder Socialista de Mirandela, critica esta opção do nosso complexo desportivo onde afirma que o clube não está a garantir a sustentabilidade financeira. Sente nestas palavras um apoio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Armando Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Eu não tenho partido, aliás, sou apartidário. Neste caso, vindo de uma pessoa com a sua posição, vai de encontro aquilo que nós defendemos. Estará na mesma linha de pensamento que esta lista. E isso é bom, é sinal que nós não estamos errados e há muita gente a pensar da mesma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Passando à parte desportiva. Prevê alguma alteração na equipe desportiva, caso seja eleito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Armando Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Eu quanto a isso, já tive oportunidade de dizer que não tenciono falar sobre isso para não afectar a equipe. Tal como disse no meu comunicado anterior, garanto que esta direcção está preparada para tudo. Iremos ter uma equipa competitiva, muito mais disciplinada do que a actual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Mas considera que existe falta de disciplina na equipa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Armando Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Contra factos não há argumentos, eu diria que esta equipa deve ser a mais indisciplinada de toda a história do Sport Clube Mirandela. E isso espelha bem como esta direcção gere o clube. Nota-se que há ali qualquer coisa que falha e isso é visível. Agora quer a equipa suba, quer a equipe se mantenha, nós iremos ter com toda a certeza um equipa em que os sócios se revejam. Disso não tenho a menor dúvida. Somos todos nós capazes, e temos todos nós conhecimento para que isso venha a acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Estamos a dois dias das eleições, qual o seu sentimento neste momento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Armando Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Bem, repare, eu noto que realmente existe um grande desejo de mudança e estou convicto que vamos ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Rui Tulik (Mirandela)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8046370-5725872784898073509?l=nnentrevista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nnentrevista.blogspot.com/feeds/5725872784898073509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8046370&amp;postID=5725872784898073509' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/5725872784898073509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/5725872784898073509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nnentrevista.blogspot.com/2008/05/entrevista-armando-rodrigues-candidato.html' title='Entrevista a Armando Rodrigues, candidato à Presidência do Sport Clube de Mirandela'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8046370.post-8363445178118319449</id><published>2008-02-24T00:03:00.011Z</published><updated>2008-02-24T11:01:08.084Z</updated><title type='text'>Entrevista a António Branco, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Mirandela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Nesta entrevista, Almor Branco, não se quis assumir como braço direito de Silvano e muito menos como o sucessor de Silvano. Considera os vereadores do CDS “arrogantes”. Fala-nos sobre o aumento das taxas de saneamento e recolha de resíduos e mostra-se satisfeito com o actual estado do executivo camarário. Numa entrevista simples sempre em tom muito animado, Almor Branco desvenda alguns segredos da sua vida política e das suas ambições ou não...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/almorbranco.jpg" width="613" align="left" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;António José Pires Almor Branco, 40 anos, casado, 3 filhos, Licenciado em Engenharia Electrotécnica pela Universidade de Coimbra é Quadro da EDP. Antes de ter chegado à vice-presidência da Câmara de Mirandela foi membro da Assembleia Municipal, foi presidente da concelhia da JSD de Mirandela entre outros cargos políticos. É Vereador a tempo inteiro com os seguintes pelouros – Ambiente e Ordenamento do Território e Urbanismo; Desenvolvimento Económico e Turismo. É também Presidente da AOTAD – Associação dos Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;AMBIENTE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“A cidade neste momento está coberta a 100%”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rui Tulik&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – No que diz respeito a este tema, em termos ambientais, quais a principais mudanças que Mirandela necessita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;António Branco&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – O ambiente é conceito um bocado confuso para a maioria da população, mete-se tudo um pouco no ambiente e retira-se tudo do ambiente. Mirandela nesse aspecto tem uma estratégia que está alavancada essencialmente na limpeza da bacia do rio Tua. E isto significa o quê?&lt;br /&gt;Ao longo destes anos, e posso falar nos últimos anos, foram realizados grandes investimentos ao nível dos sistemas de drenagem das águas residuais, nas aldeias principalmente, e isso foi associado não só a redes de drenagem mas também a ETAR´s (Estações de Tratamento de Águas Residuais), chamadas ETAR eneróbicas que são mecânicas e ETAR de fito-depuração à base de ervas, para quê? Para que além da drenagem das águas residuais das aldeias haja também o tratamento porque todos os afluentes, ou melhor, praticamente todos, drenam para o rio Tua, o que significa que se nós não limparmos essa bacia posteriormente o que vai acontecer é que, o rio, por assim dizer o nosso “lago” tudo vem parar aqui. E todas estas medidas têm traduzido uma maior qualidade da água ao ponto de termos conseguido no ano passado (2007) licenciar a praia fluvial junto à zona verde. Coisa que anos antes não conseguimos, nós tentamos licenciar a praia e não tivemos valores significativos e não conseguimos, no último ano conseguimos, pois os valores estavam muito melhores. E esse é um investimento muito significativo que a Câmara fez. Ao mesmo tempo em termos da cidade o investimento ambiental tem de passar essencialmente pela qualidade do atendimento desses mesmos serviços. Em termos da expansão das redes, a cidade neste momento está coberta a 100%, havia fogos que hoje em dia já estão associados, o tratamento já estava resolvido com uma ETAR central que neste momento foi convertida pela Aguas de Trás-os-Montes e foi alargada a sua capacidade mas ao mesmo tempo também apostamos na selagem de todas as zonas e na renovação de redes, por exemplo o Bairro da Preguiça era um bairro que tinha redes de à 35 anos e praticamente foram todas renovadas para garantir, nomeadamente a separação entre águas pluviais e águas residuais e isso foi feito e praticamente em todas as zonas. O Bairro do Fomento está a ser intervido, esse foi o princípio. Estamos a falar da parte mais importante do ambiente que é a poluição dos afluentes hídricos. Depois temos a questão associada à actividade em si, como um eco sistema, a cidade em si é um eco sistema muito importante, criada ao longo dos tempos baseado essencialmente nos seus jardins e nos espaços verdes, nesse sentido a progressão tem sido cada vez maior e tem aumentado ano a pós ano temos mais áreas verdes mas também não só isso em que estamos a trabalhar. Essas áreas verdes, consomem água e muita água, e a água hoje em dia é um bem precioso e neste momento estamos a trabalhar numa rede paralela para regar esses espaços verdes, e num sistema integrado, baseado na rede de fibra óptica que nós temos para gerir de uma forma remota a rede dos jardins e para podermos poupar assim recursos significativos também estamos a trabalhar na poupança da água, a nível da água da distribuição, estamos a criar em conjunto com Instituto Piaget um sistema de detecção de perdas e avaliação de caudais para que existe uma perda em qualquer zona da cidade seja possível detectar em tempo útil o que acontece com esse derrame e isto nestas vertentes. Depois temos a questão dos resíduos, nós temos uma taxa de cobertura de quase 100%, não existe nenhum aglomerado que não esteja coberto e tem existido uma progressão muito significativa do número contentores, aliás hoje posso dizer que em termos de Mirandela à recolha, recolha essa bastante eficaz, diária e os índices de qualidade têm vindo a aumentar o problema da contenção está resolvido com o aterro em termos de recolha selectiva, só em 2007 colocamos mais 13 eco pontos em pontos estratégicos, o eco centro está a funcionar também, isto é, temos o eco centro na Torre de D. Chama, temos a cobertura do concelho neste momento tenho de lhe ser sincero em termos de recolha de resíduos que nos preocupa é a maneira como a recolha esta a ser feita, pela qualidade do atendimento é necessário a curto e a médio prazo, pensar no aumento da frequência da recolha a nível das aldeias e a da cidade também. Outro aspecto é a limpeza e varredura da cidade, Mirandela é conhecida pelos seus elevados índices de limpeza só que isto é um aspecto que tem um investimento elevado da parte da Câmara Municipal, nós temos apostado na aquisição de alguns elementos, como por exemplo, a nova varredora nova, um limpador de desobstruções novo mas a cidade está a crescer e nós não temos aumentado os recursos humanos, e neste momento a nossa maior dificuldade é que a qualidade de atendimento seja eficaz na cidade. Depois temos de falar de ambiente a longo prazo, nós temos alguns projectos que grande parte dos mirandelenses não conhecem, no passado dia 30 de Novembro apresentamos em Lisboa no Instituto do Ambiente um projecto “Life” este projecto foi realizado pela nossa divisão do ambiente é um projecto que pressupõe a monitorização ambiental do rio e a criação de zonas de percursos associados aos rio e também transformar a nossa Ecoteca de divulgação e promoção do próprio rio, isto associado também aquilo que foi o principio de sensibilização e educação ambiental que foi a criação do ECO Guia no ano de 2007. O ECO Guia é um elemento de educação e sensibilização ambiental essencial que tem sido reconhecido por todas entidades relacionadas a este sector, identificado como um elemento fundamental de trabalho. O Eixo Atlântico vai adoptar uma situação semelhante ao nosso ECO Guia. Tivemos uma adesão impressionante da população a todas as actividades que realizamos e considero que é um papel muito importante na edução e sensibilização das populações mas essencialmente dos jovens, a Câmara tem essa obrigação. Por isto tudo penso que nós em termos ambientais temos uma estratégia de futuro, para que mais tarde este concelho seja uma referência a nível ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Neste momento a nossa cobrança não atinge valores suficientes”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - Falou-nos sobre a água. Uma das criticas muito corrente na população do concelho é sobre as taxas que estão incluídas na factura da água têm um valor elevado e que em muitos casos pagam mais de taxas que a própria água que consomem. O que considera sobre essas taxas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Eu vou-lhe dizer o que se passa na água. Em relação à água, propriamente dita, o preço é mais ou menos o preço médio nacional. Em relação ao saneamento o valor que está a ser cobrado à população é baixíssimo. Qualquer concelho limítrofe ao nosso tem valores mais altos. Aliás Bragança está a cobrar ao metro cúbico e o valor é muito maior. Em termos de saneamento não podemos criticar. Em relação à recolha de resíduos, neste momento a nossa cobrança não atinge valores suficientes para cobrir 50% do valor que pagamos à empresa e a câmara está a assumir o restante. E o princípio que está na lei é o poluidor pagador e a câmara não deveria suportar tal custo. Em relação ás taxas de saneamento nem vale a pena fazer as contas porque o valor cobrado é muito reduzido. Agora vamos ver o que é que acontece em termos de estratégia nacional, como é conhecido dentro de poucos meses vai ser criada a chamada Águas do Norte, que vai criar uma tarifa regional, e dessa tarifa regional nenhum concelho poderá fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Taxa de saneamento posso adiantar que vai aumentar”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;– Mas entende que obriga a um aumento a criação dessa tarifa regional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Em Mirandela em termos de água é provável que se consiga manter os preços até praticados. Em termos das taxas de saneamento posso adiantar que vai aumentar, porque vai ter que haver uma avaliação de todo o sistema e com a avaliação desse sistema vão ser criadas tarifas que estão já descritas. Há um regulamento de tarifário que está já aprovado e que não está a ser aplicado que define uma tarifa média, essa tarifa para Mirandela pressupõe 1 euro ou 1,50 euros. Isto é 1 euro na água mas no saneamento a nossa tarifa média não ronda os 0,2 euros, agora veja bem, vai ter que acontecer um crescimento. E temos de ser pragmáticos, este crescimento vai ocorrer em todos os concelhos da região, excepto nos locais que hoje já pagam o valor mais elevado. Por isso, a população tem de estar preparada para esta legislação e como digo a passagem para um sistema semelhante às Águas de Trás-os-Montes vai existir um aumento e não vale a pena fugir a essa temática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E URBANISMO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“…Mirandela está a sofrer uma revolução muito importante…”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rui Tulik&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Este é de todos os pelouros um dos mais importantes de qualquer município, sente alguma pressão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;António Branco&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Evidente, muita pressão porque é um pelouro com muito trabalho, ao contrário do que muitas pessoas pensam. O volume de trabalho é ainda razoável pois o índice de construção e licenciamento em Mirandela também são razoáveis e é um pelouro que implica muito trabalho. Trabalho esse que hoje em dia, com um conjunto de legislação quase diária para pôr em pratica. Tendo que nos adequar a essa legislação. Os recursos também não aumentaram e nesse sentido é um pelouro com bastante dificuldade e bastante trabalho. Posso lhe dizer que o pelouro que me retira mais horas no dia-a-dia porque nomeadamente, só em termos de licenciamento não há um dia que nós não tenhamos entrada de 10 a 20 processos de licenciamento nesta casa. Por outro lado, vendo apenas na perspectiva do urbanismo como ordenamento do território, é um pelouro muito aliciante, pois nós ao podermos intervir no território, podemos mudar a orientação do futuro e por isso é uma área extremamente aliciante e nesse aspecto apaixona-me bastante. O ordenamento do território é uma das áreas em que me empenho bastante, o ordenamento do território numa perspectiva sustentada. Nós estamos a rever o PDM, o pré-diagnostico está feito.&lt;br /&gt;Estamos já a fazer o Plano de Urbanização da cidade e é importante que esses documentos transpareçam aquilo que a cidade é e não aquilo que nós pensamos às vezes, a cidade tem a sua identidade, Mirandela não cresceu e não é fruto de que alguém chegou aqui e “tu hás-de ser assim”; não Mirandela tem a sua identidade que é dada pelas pessoas, pelas associações pela sociedade civil e isso tudo cria uma certa identidade e não podemos comparar a nossa cidade com outras, isso é impossível.&lt;br /&gt;Então é importante que os elementos do ordenamento, o PDM o PU e outros que estão a ser elaborados, transpareçam esse sentimento da sociedade e é muito difícil ligar a parte física à parte de conceito e esse é o trabalho que nós estamos a fazer. Que a identidade da cidade esteja também associada aos elementos de planeamento. Dou-lhe um exemplo, quando nós valorizamos a oliveira como elemento de território no urbanismo local, nós estamos a interferir ao mesmo tempo no território, porque queremos que a identidade da oliveira, que tem uma importância comercial importante no concelho, esteja transportada para o urbanismo. É um pelouro importante, neste momento Mirandela está a sofrer uma revolução muito importante, como lhe disse, estamos a rever o PDM e agora que finalmente já temos cartografia, estamos numa fase cruzeiro, o PU a primeira fase está feita, temos plano de mobilidade sustentável, temos planos orientadores para todos os sectores, cartas educativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Nós não vamos apenas colocar uma rotunda para melhorar o trânsito…”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - A obra da requalificação urbana da rua da República não é consensual. Muitos dizem que não era uma necessidade. Fale-nos um pouco desta obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;António Branco&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – A obra resulta de uma candidatura, é necessário lembrar isto. O município em 2002 ou 2003, se não estou em erro, reuniu com praticamente todos os comerciantes de Mirandela desta área e fez uma pergunta concreta. Vamos fazer uma candidatura ao programa URBCOM, de revitalização do comércio tradicional? E quase todos responderam que sim, depois infelizmente por diversas razões não foi possível, porque o projecto tem duas vertentes a da revitalização do comércio e a vertente urbanística. Quando foi apresentada a candidatura tínhamos uma adesão à volta de 300 pessoas, quando a pré-candidatura foi aprovada. Infelizmente não tivemos a mesma adesão na fase das candidaturas porque grande parte do nosso tecido económico não tem contabilidade organizada.&lt;br /&gt;Mas esta mudança urbanística que estamos a falar é assumidamente para mudar o conceito de comércio tradicional na zona em causa. Nós não vamos apenas colocar uma rotunda para melhorar o trânsito, para isso fazíamos a rotunda, terminávamos a obra e acabou. Nós estamos a melhorar as condições urbanísticas, nós estamos a criar infra-estruturas que não existiam, criar possibilidade de pedonalização temporárias ou não, mas estamos a criar essas possibilidades.&lt;br /&gt;No dia 2 de Janeiro foi fechada ao trânsito a rua da República, vai ser intervida e ser criada a possibilidade de em qualquer momento ser pedonalizada, de forma permanente ou não, isso iremos ver. Mas não vale apenas encerrar ao trânsito sem que haja animação naquele espaço. E se não houver o tecido comercial que esteja disposto a utilizar e dinamizar isso. Nós chamamos a Mirandela, anualmente, mais de 10 mil pessoas só em viagens de turismo. É necessário que o acolhimento a esses turistas seja feito ao nível comercial e a toda a sua envolvente e é importante captar essas pessoas para quando saiam daqui tragam outras pessoas e também usufruam do nosso comércio local. Para isso é preciso que o nosso comércio local seja dinâmico, trabalhe e tenha condições de recepção. Hoje em dia na rua da República temos uns passeios agradáveis mas é praticamente realizar uma pequena actividade e o próprio trânsito em si impede muito o comércio que poderia ali realizar-se. Esperamos que no futuro não seja assim.&lt;br /&gt;O pavimento daquela zona está completamente degradado, era absolutamente necessária esta intervenção. Nós vamos mexer nas redes de água que era necessário alterar os ramais, por isso teríamos de o fazer. Vão ser criados ramais novos de electricidade, devido à ligação de dois PT em linha, e tínhamos que rebentar com a rua, o gás como sabe rebentou a cidade toda e tinha de passar na rua da Républica, estamos a colocar a nossa rede de fibra óptica e teríamos de rebentar o pavimento. E por isso se excluirmos a questão da rotunda que é uma mudança de conceito de circulação automóvel , tudo o resto que falamos tinham de ser feito de uma forma ou de outra. Penso que a última intervenção na rua da República terminou em 1991 e por isso a situação conforme estava tem 20 anos e nunca mais houve outra intervenção de fundo, é uma zona com muita carga. Um dos grandes problemas que ali temos, e este problema é reconhecido por muitos habitantes e alguns comerciantes, é o colector de saneamento. As Águas de Trás-os-Montes estavam para renovar o colector e nós impedimos que rebentassem a rua e por isso vão colocá-lo na rua de trás para que não perturbe a circulação naquela zona. Por isto tudo não é só uma intervenção de urbanismo mas essencialmente de cariz autárquico em que nós vamos renovar, renovar melhorando a qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“…ás vezes são perguntas que são fáceis de responder mas realmente causa confusão em algumas pessoas”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - Existem algumas situações que nos foram colocadas por alguns leitores que gostaríamos de lhe fazer.&lt;br /&gt;Na avenida das Comunidades Europeias, junto da residencial que ali se encontra até à rotunda da SAPEC junto à estação do Metro (Jean Monet) não existe passeio. Do outro lado na mesma extensão o passeio está feito, porque é que aquele lado não tem passeio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Vou-lhe explicar o que se passa, às vezes são perguntas que são fáceis de responder mas realmente causa confusão em algumas pessoas. Aquilo era um loteamento urbano e no loteamento urbano quem é responsável pelas infra-estruturas é o dono do loteamento e o dono do loteamento apresentou uma caução para a Câmara realizar as obras, caso ele não cumprisse o que era da sua obrigação. Entretanto, o que aconteceu é que o dono do loteamento não fez as infra-estruturas e a Câmara accionou a caução, entretanto a caução já tinha sido levantada, não interessa porque nem como, e tivemos alguma dificuldade em obter o dinheiro, e o problema mais grave é que o valor entregue pelo loteador não era suficiente para a realização das obras. A câmara fez com recursos próprios vários equipamentos como água, saneamento e electricidade porque estava tudo estragado e rebentado, fez uma bacia de estacionamento que não estava prevista e iremos fazer com recursos próprios, com os nossos funcionários quando tivermos disponibilidade, o passeio de que me fala. O que aconteceu ali foi um promotor imobiliário que não cumpriu a sua obrigação. O Facto de ainda não estar realizado, este trabalho, é porque os nossos funcionários têm andado noutros locais e ainda não houve disponibilidade para isso, e esperemos que esteja para breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“É bom saber que as pessoas andam atentas”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rui Tulik&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Existem algumas rotundas na cidade que não têm nenhum elemento decorativo, por assim dizer. Dou-lhe alguns exemplos: o caso da rotunda da variante que liga o Bairro de S. João ao Bairro de S. Sebastião. Da rotunda na quinta Branca junto ao hipermercado Lidl e por último a rotunda junto à zona Industrial. Todas estas rotundas estão construídas há mais de um ano. Porque continuam assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – É bom saber que as pessoas andam atentas. A ideia da rotunda da zona Industrial é mesmo essa ilustrar o montado transmontano. Nessa rotunda falta ali um elemento que ainda não nos arranjaram, está prometido mas ainda nãos deram. Em relação às outras duas é muito fácil de explicar, são dois loteamentos privados e apenas irá haver alguma intervenção naqueles espaços por parte da Câmara Municipal quando estiverem seladas as nossas questões com esses loteamentos como deve compreender. Por isso contamos tê-las brevemente finalizadas, mas eu dou-lhe outro exemplo que não de outra que não foi intervencionada, e eu assumo isso com algum á vontade, a que está em frente da central de camionagem que já tem a modelação de terreno e que brevemente teremos lá um elemento que esperamos inaugurar na festa da geografia, porque muitas vezes convém esperar o momento certo para fazer certas coisas. Por exemplo, ainda há uns meses houve a intervenção junto da tal rotunda do lidl, onde as Águas de Trás-os-Montes tiveram a intervir na própria rotunda. Imagina que se eu lá tivesse um elemento o que iria acontecer? Por isso às vezes as coisas não são bem o que parecem. E quem gosta de fazer intervenções em rotundas são os autarcas e por isso iremos inaugurá-las quando estiver tudo pronto sem complicações. E estas críticas, eu vejo-as como críticas positivas, eu fico feliz quando a minha população me exige uma intervenção ou uma remodelação. Posso ainda dar-lhe outra rotunda que vai ser intervida na Primavera, a de Carvalhais junto à Escola Agrícola, o projecto está feito mas não está concluída. Felizmente temos várias para poder inaugurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;“...a minha maior preocupação como vereador é o crescimento económico”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…a ACIM votou a favor a Câmara também vota favoravelmente”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rui Tulik&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Nos Últimos tempos, Mirandela tem assistido ao “boom” de investimentos privados, quase todos na área da saúde e alguns no comércio. Este projectos contribuem para o desenvolvimento económico da nossa cidade de que forma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Eu vou-lhe responder ao contrário. É uma certa injustiça ao nosso empresário. Posso assegurar-lhe que a minha maior preocupação como vereador é o crescimento económico num aspecto. Nós temos uma Zona Industrial lotada. E temos lá essencialmente empresários locais, pessoas que estão a evoluir no seu negócio e eu neste momento não tenho zona, terrenos disponíveis. Aliás, estamos neste momento a negociar terrenos e esperemos ter para breve mais terrenos para que a Zona Industrial cresça. Por isso veja o dinamismo que nós temos, isto significa que Mirandela tem dinamismo comercial. Em relação aos investimentos privados, vamos separar as duas questões, a da saúde – a saúde é uma aposta local e a Câmara Municipal incentiva neste momento, repare a saúde provoca captação, além do investimento em si, só no caso do Hospital Terra Quente S.A. são cerca de 15 milhões de euros. Nós já somos uma zona que capta saúde. Veja quantas clínicas de pequena e média dimensão temos na cidade? E quantas pessoas vêm de fora para este mercado? Este assunto é uma opção clara deste executivo. Quanto à questão comercial é completamente diferente. Relativamente às duas superfícies comerciais que foram apresentadas. Eu estava sentado na Festa da Geografia a ouvir uma intervenção de um professor universitário do Porto que fez uma avaliação sobre as superfícies comerciais em Portugal. E a certa altura em Mirandela o estudo apontava para 7, eu como vereador e disse não tinha esse conhecimento e que achava um exagero. O professor disse-me que não era uma opção dele nem das empresas mas sim um estudo nacional sobre o potencial local para a instalação de superfícies comerciais. Nesse estudo Mirandela teria capacidade para 7 hipermercados. As questões foram levantadas nesses mesmos termos, quais as vantagens em ter mais superfícies comerciais, para o tecido económico local e até a sustentabilidade dessas superfícies, porque é uma questão que nos preocupa. Agora nós também temos de ser pragmáticos em relação ao que é o desenvolvimento económico. Quem faz estes investimentos, as empresas, têm certamente planos de negócios e conhecimento da realidade local. A avaliação local a Câmara não pode de maneira nenhuma ser motor ou travão de qualquer tipo de iniciativa privada. Pode ser motor, mas neste caso não somos, nós não incentivamos nenhuma empresa de grandes superfícies a instalar-se em Mirandela, ao contrário da saúde em que até participamos activamente. Antes pelo contrário, colocamos condições, alguns condicionalismos e exigimos contrapartidas. Se mesmo assim continuam a querer investir em Mirandela não podemos fazer nada. Mas a Câmara Municipal assumiu sempre e assume que a posição da Câmara sobre novas superfícies comerciais é a mesma da Associação Comercial e Industrial de Mirandela. Nas outras duas superfícies (Intermarché e Lidl) a ACIM votou a favor e se a ACIM votou a favor a Câmara também vota favoravelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;POLÍTICA LOCAL&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;“Não gosto da palavra carreira politica”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rui Tulik&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Como está a sua carreira politica neste momento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Eu nunca fiz a carreira politica com bases a curto ou longo prazo. Não gosto da palavra carreira politica. Eu acho que quem faz carreira política, quer dizer que está a planear, eu fiz uma carreira técnica, fiz e tenho orgulho além de pertencer a esta Câmara, acho que sou um técnico de boa qualidade naquilo que é a minha profissão. E isso fruto de muita actualização que fui fazendo e da minha postura, que acho que me deu algum crédito profissional. Na política faço de forma igual. Eu trabalho nesta câmara em equipa, com um Presidente com o qual assumi em vir para esta câmara. É esta a minha perspectiva de carreira, no dia em que comece a gerir a minha carreira politica e deixar de gerir a câmara municipal, alguma coisa não vai bem. Eu tenho aqui uma postura e uma forma de trabalhar que às vezes me causa alguns problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“…O Dr. Silvano sabe de mim uma coisa, que tem a lealdade que é transportada pelo cargo…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…assumimos um projecto e esse projecto é liderado por ele”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Já tivemos dificuldades em termos de equipas…”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rui Tulik&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Mas o senhor sabe bem que é o braço direito do Dr. José Silvano. Ou não se considera o número 2 deste executivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Eu considero que trabalho numa equipa, como disse, o chefe da minha equipa é o Presidente da Câmara, Dr. José Silvano e no dia em que eu não fôr leal ao presidente da câmara, e não trabalhar com essa lealdade, eu não estou aqui a fazer nada.&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/almorbranco2.jpg" width="250" align="right" border="0" /&gt; Repare quando me diz que eu sou a braço direito ou o esquerdo, usem a expressão que quiserem, mas uma coisa é certa, o Dr. Silvano sabe de mim uma coisa, que tem a lealdade que é transportada pelo cargo, porque no dia em que vim para aqui, assumi que vinha para vice-presidente. As pessoas às vezes confundem um pouco as coisas. Quando o senhor Marcelo perde a câmara, em 1989, eu fiz parte da 1ª comissão politica, na altura tinha uns 20 anos, com o Dr. José Silvano e fui membro dessa comissão politica da qual tenho muito orgulho e nessa comissão politica trabalhamos muito, juntávamos as pessoas á mesa, preparávamos a assembleia municipal, coisas que na altura não era feita. E por eu conheço o Dr. Silvano, já o conhecia, mas de trabalho desde essa altura. Em termos políticos é preciso lembrar também, que antes de entrar para a câmara eu era o líder da bancada parlamentar da assembleia municipal e já nessa altura trabalhava com o Dr. Silvano. Tive algumas desavenças políticas com o Dr. Silvano sempre no princípio da lealdade, é isso que às vezes as pessoas não entendem, é que eu posso estar dentro de um debate político, mas sempre estive com lealdade. E neste caso até podem dizer, em tempos até fiz parte de uma lista contra o Dr. Silvano para o PSD, é verdade e eu assumo isso. Ele sabe que eu assumo isso, sempre com a lealdade possível que dentro dos partidos tem de haver a possibilidade de haver diferenças de opinião. Hoje estou na câmara municipal, assumimos um projecto e esse projecto é liderado por ele, e eu não sou propriamente, não me acho o braço direito, mas sim parte integrante da equipa. Já tivemos dificuldades em termos de equipas, a equipa hoje não é a mesma, mas hoje sim, existe uma equipa a trabalhar. Se calhar não senti isso noutras alturas, mas hoje efectivamente existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“…até fiz parte de uma lista contra o Dr. Silvano para o PSD, é verdade e eu assumo isso”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…nada a apontar ao Eng.º Henrique Pedro esquecendo o último ano de mandato”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rui Tulik&lt;/strong&gt; - Essa foi a altura em que o PSD fez a coligação com o vereador eleito independente nas listas do Partido Socialista, o Engenheiro Henrique Pedro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Sabe não é fácil trabalhar em equipa, por diversos motivos, porque os compromissos assumidos não são profissionais, são políticos e existe alguma dificuldade em estabelecer critérios de flexibilidade. Agora, quando existe uma equipa trabalhamos todos para o mesmo sentido, e isso exige alguma flexibilidade e trabalho, especialmente de planeamento e estratégia, onde nos sentamos todos a uma mesa e damos as nossas opiniões e é nesse sentido que hoje em dia me sinto bem do que em tempos. Não é pôr em causa ninguém que por aqui passou e nesse aspecto, tirando certos aspectos da actividade, eu não tenho nada a apontar ao Eng.º Henrique Pedro esquecendo o último ano de mandato onde houve certas confusões. Naturalmente não existia bom ambiente, porque naturalmente vinha de outra lista. Não posso vir aqui e dizer que tenho queixas com o Eng.º Henrique Pedro, trabalhamos aqueles anos e depois houve aquela quebra, que foi política e não profissional, mas confesso que na altura não havia um alinhamento estratégico como existe hoje. A equipa que aqui está candidatou-se com ideias bem definidas e remamos para o mesmo lado. É claro que existem coisas que num momento posso pensar de uma maneira diferente, mas sentamos à mesa e discutimos com franqueza e assume-se as posições. Temos uma orientação, sabemos o que estamos a fazer. É assim que trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“…quem quer trabalhar numa câmara deve apresentar propostas concretas…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não tenho nenhum problema pessoal com os vereadores do CDS-PP, eu acho é que eles têm um problema pessoal connosco.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;“...eu ainda não os vi a fazer nada.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rui Tulik&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - São conhecidos alguns dissabores com os vereadores da oposição. Como classifica a oposição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – O que mais me irrita quando estou nas reuniões de câmara é quando vejo pessoas do lado de lá, que julgam que estão a falar com pessoas que não têm a formação que eles têm e que não têm a capacidade que eles têm. Eu tenho para mim, que não sou propriamente uma pessoa com fracas qualidades e que tenho boa formação. Repare, eu fui acusado pelos Arquitectos Domingos Doutel e Nuno Sousa de ter compadrios e promiscuidade politica, num processo relativamente à compra de um terreno no loteamento do retiro da princesa, por um assessor meu. Processo esse que foi arquivado, e quem teve a mesma vontade de acusar, chegar agora ao pé de mim e pedir-me desculpa assumindo que estava enganado? E não lhe ficaria mal. E pelo menos este é o tipo de atitude que eu não revejo, passados dois dias, na reunião de câmara, eu leio numa declaração que o Presidente da câmara está na câmara para se sustentar e sustentar quem financiou a sua campanha eleitoral. Isto não é politica para mim.&lt;br /&gt;Quem quer apresentar propostas, quem quer trabalhar numa câmara deve apresentar propostas concretas, deve fundamentá-las e ter uma postura colaborante naquilo que é importante e estratégico. Por ser algo que se apresente sem ser do meu partido, não é por isso que a reprovo. Veja eu sou PSD, naquilo que este governo PS fizer correcto eu tenho de ser coerente e dizer que é bom. Mas naquilo que um governo PSD fizer de errado eu teria a mesma postura e diria que está errado. E isto numa câmara é muito mais importante porque a relação entre as forças são muito próximas. Eu não tenho nenhum problema pessoal com os vereadores do CDS-PP, eu acho é que eles têm um problema pessoal connosco. Porque nos minoram e acham que não temos capacidade de trabalho, acham que somos fracos. Quando eu vejo alguém dizer que nós não sabemos o que é um plano estratégico, a mim dá-me vontade de comparar currículos. Porque eu, graças a Deus, antes de vir para aqui, tinha um currículo, não cai aqui de pára-quedas.&lt;br /&gt;E se as pessoas quiserem comparar currículos, então vamos compará-los. Mas em politica não é assim, o que é importante é o que as pessoas demonstram e que fazem e eu ainda não os vi a fazer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;“Eu considero-os arrogantes…”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rui Tulik&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Considera então a oposição fraca em ideias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Eu considero-os arrogantes, e que não respondem com as propostas que dizem não existir na câmara. Nos podemos ter defeitos, mas criativos somos. Podemos ter muitos defeitos mas liderança temos e somos reconhecidos como tal. Agora era bom da parte de lá uma crítica mas que não fosse uma crítica sempre negativa, eu não gosto de ir para uma reunião de câmara e ser praticamente insultado. Se me puserem em causa profissionalmente, e chamarem incompetente e apresentarem uma situação, então eu assumo o que tiver de assumir. Agora não admito que me chame burro, não me chamem desonesto porque aí já me estão a pôr em causa a mim. E não é essa a postura que temos. Posso-lhe dizer, arriscando a ficar mal politicamente, mas considero a postura do Arquitecto Domingos Doutel muito mais leal em termos de reunião de câmara do que acho da actual vereação. Leal sendo oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;“Isto aqui não há monarquias”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rui Tulik&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Como imagina, não podia deixar de lhe fazer uma pergunta. Com a decisão do Dr. José Silvano não se recandidatar à Câmara de Mirandela e tendo manifestado a sua disponibilidade em ser deputado, senhor é apontado como o sucessor natural do Dr. Silvano. Como encara essa possibilidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Não, e respondo-lhe como o Dr. Silvano respondeu há pouco tempo a um jornal. “Isto aqui não há monarquias” e na política não existem monarquias e verdades absolutas e quem pensar que é com monarquias e verdades absolutas que se faz politica em Portugal, não é por aí que eu entro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;“Eu acho que o candidato à Câmara tem de ser alguém que a ganhe independente de trabalhar nela”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rui Tulik&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Mas não seria a primeira vez que um vice-presidente chega a Presidente de Câmara dessa forma. O Dr. Silvano chegou a Presidente de Câmara com a saída do Dr. José Gama para a Assembleia da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;António Branco&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Dizer-lhe que sim é demonstrar que eu acreditava no princípio da monarquia e eu não acredito nisso. E teria que estar aqui na câmara a gerir o meu dia-a-dia com essa função. Eu acho que o candidato à Câmara tem de ser alguém que a ganhe independente de trabalhar nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;“Eu vou ganhá-la, seja em que papel for…”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rui Tulik&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - E o senhor quer ganhar a Câmara?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Eu vou ganhá-la, seja em que papel for, porque eu estou aqui a trabalhar hoje, para ganhar a câmara daqui a 2 anos. Porque senão, no dia em que venha para aqui trabalhar para eu pessoalmente ganhar a câmara, então quem deixa de ganhar é a câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rui Tulik&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Eu reformulo a pergunta. Independentemente da situação política, imagine que o PSD entende que um dos vereadores será o candidato à câmara?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Respondo-lhe da mesma maneira, e primeiro lugar o PSD nunca fará isso, e se algum dia o fizer está errado. Não pode ser de dentro do executivo nem de fora do executivo, o principio da escolha de um candidato, excluindo o actual presidente que pode escolher se quer ou não ser candidato à câmara, porque é o presidente, tem todos os indicadores para recuperar a câmara quando quiser e só ele pode fazer essa escolha. Agora nem de dentro nem de fora nem a caminho da câmara ninguém pode fazer isso, e se alguém o fizer esta a prejudicar todo o trabalho que nós aqui fazemos. Porque eu vir a assumir que sou candidato a alguma coisa, estou a pôr em causa a minha tarefa no dia a dia. Se o PSD for escolher o candidato numa lógica de que ele está na câmara ou porque conhece bem os dossiers então nesse dia o PSD perdeu a câmara. Se o Dr. Silvano não for candidato, o PSD terá de fazer o processo natural de selecção do melhor candidato que está em melhores condições para ganhar a câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;“…se for um processo limpo e claro é claro que aparece.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rui Tulik&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - E esse candidato existe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Depende de muitas circunstância, se for um processo limpo e claro é claro que aparece. Mas para mim, e digo-lhe com muito à vontade, para mim o candidato à Câmara hoje é o Dr. José Silvano. E até ao dia que ele afirme publicamente que não o é, para mim ele é o seu sucessor natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;“…por questão política garanto-lhe que essa situação não irá acontecer.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rui Tulik&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - O senhor sabe que existe a ideia que o Dr. José Silvano poderia abandonar a Câmara a meio do mandato, passando o senhor a Presidente e lançando-o assim de modo definitivo para as eleições de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Excluindo questões de saúde, como deve calcular, por questão politica garanto-lhe que essa situação não irá acontecer. Até 2009 o presidente é o Dr. José Silvano. Eu não posso ser bom ou mau candidato por ser o vice-presidente, é um péssimo principio. PSD no dia que o Dr. Silvano tomar uma decisão tem de colocar os órgãos do partido a funcionar e pelos diversos motivos escolher o candidato melhor colocado. Friso que o Dr. José Silvano é o meu candidato em 2009, esta é a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Rui Tulik (Mirandela)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8046370-8363445178118319449?l=nnentrevista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nnentrevista.blogspot.com/feeds/8363445178118319449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8046370&amp;postID=8363445178118319449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/8363445178118319449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/8363445178118319449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nnentrevista.blogspot.com/2008/02/entrevista-antnio-branco-vice.html' title='Entrevista a António Branco, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Mirandela'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8046370.post-8605762199745684950</id><published>2007-02-15T22:45:00.000Z</published><updated>2007-08-22T01:58:56.969+01:00</updated><title type='text'>António Carneiro, Presidente da Casa do Careto de Podence, em entrevista ao NN</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/podence1.jpg" width="176" align="left" border="0" /&gt;Os Caretos de Podence são uma expressão cultural com grande genuinidade.&lt;br /&gt;Desde as últimas três décadas que os chocalheiros da aldeia que dista da cidade de Macedo de Cavaleiros escassos quilómetros, têm levado a todo o país e ao mundo a peculiaridade de uma tradição milenar que esteve quase a perder-se.&lt;br /&gt;Depois do 25 de Abril de 1974 tudo renasceu em Portugal, e os Caretos de Podence não fugiram à regra.&lt;br /&gt;Numa altura em que o Entrudo de Podence nos surge com um programa de grande qualidade, o NN foi falar com António Carneiro, Presidente da Casa do Careto, que nos explica um pouco da história dos seus chocalheiros e nos elucida sobre como vai ser este ano na sua aldeia o carnaval mais autêntico de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Notícias do Nordeste (NN)&lt;/strong&gt; – A tradição de Podence, que tem o careto como principal exilibris esteve quase ameaçada, diria que esteve mesmo extinta. Quer-nos contar como foi retomada essa tradição?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Carneiro (AC)&lt;/strong&gt; – &lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/entrevistacasadocareto.jpg" width="120" align="right" border="0" /&gt; Sim de facto como disse e muito bem, a tradição dos Caretos de Podence esteve quase extinta. E quase extinta, derivado principalmente a dois factores importantes: a guerra colonial que levou os jovens para fora; e a emigração que também levou a gente jovem para fora. A partir de 1975 com a revolução de Abril, as coisas mudaram, uma vez que o antigo regime não via com bons olhos esta tradição.&lt;br /&gt;Mas Podence é um caso particular, porque alguém de Macedo que tinha alguma influência, tentou que a tradição não morresse. Estou a referir-me a um médico de Macedo de Cavaleiros que era natural de Podence e que fez com que os Caretos se mantivessem.&lt;br /&gt;Nos anos setenta, havia apenas três trajes de Careto e foi a partir de 1975 com a realização do filme de Noémia Delgado, que vem o ressurgimento desta tradição que esteve quase extinta. A partir daí os jovens começam a interessar-se por este tipo de manifestação e até aos dias de hoje tem havido um crescente, desta tradição.&lt;br /&gt;O ano de 1985 é outro marco também muito importante para os Caretos de Podence, uma vez que acontece a primeira saída dos Caretos. É a primeira vez que os caretos saem do seu habitat natural e vão para uma cidade, através da GEFAC, uma organização ligada à Academia de Coimbra que os convidou duas ou três vezes. A partir daí os caretos nunca mais pararam.&lt;br /&gt;Nos dias de hoje os Caretos de Podence têm um curriculum muito grande, tanto em termos de participações em todo o tipo de festivais como em animação de rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;NN – A “Casa do Careto”, através dos chocalheiros de Podence tem levado a região nordestina e o concelho de Macedo de Cavaleiros a todo o País e mesmo ao mundo. Como sente essa responsabilidade?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AC&lt;/strong&gt; – É uma responsabilidade muito grande. E eu posso afirmar que a Casa do Careto em Podence é o local mais procurado e visitado do Concelho de Macedo de Cavaleiros.&lt;br /&gt;A Casa do Careto leva o nome de Macedo e de toda a região para todo o País e para todo o mundo. É só ver desde a inauguração da Casa do Careto, as pessoas que a têm visitado. Na ordem das doze mil. Este é um número de visitantes muito grande e muito bom para uma aldeia. Estes números falam por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN &lt;/strong&gt;– O careto evoca uma tradição que, no caso de Podence, tem dois elementos essenciais: por um lado o fato garrido multicolor, atractivo, bonito… por outro a máscara, essa com um significado mais simbólico, mais intimista, mais enigmático.Ainda existem artesãos em Podence para estes dois elementos? As máscaras e os fatos são feitos na aldeia? Quem os faz?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AC&lt;/strong&gt; – Em Podence, felizmente ainda conseguimos fazer o traje completo, embora com muitas dificuldades. Esse é também um dos muitos papéis desta Associação, o de preservar e de ar apoio aos artesãos aqui da aldeia. O fato em si é feito de forma comunitária, uns fazem uma coisa, outros fazem outra e consegue-se desta forma fazer o fato completo.&lt;br /&gt;A máscara também. Temos dois ou três artesãos que conseguem fazer as máscaras. Também proporcionamos que essas máscaras feitas pelos artesãos sejam vendidas na Casa do Careto, para que possam ser adquiridas pelas pessoas que nos visitam, se quiserem levar uma recordação da tradição dos Caretos de Podence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – Os rituais não admitem mulheres…&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AC&lt;/strong&gt; – De facto os rituais estão interditos a mulheres. A Tradição dos Caretos é acima de tudo um ritual de fertilidade e o grande álibi do careto é chocalhar a mulher, e neste caso a mulher solteira. Onde houver um “rabo de saia” o Careto está lá para a chocalhar. E dessa forma não queremos que a mulher se traje de Careto. Todavia existem situações de excepção, mas neste caso, tentamos manter a tradição e por isso vedar o acesso às mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN &lt;/strong&gt;– Este ano a Casa do Careto lançou um programa de Entrudo sobretudo assente na qualidade. Quer-nos falar um pouco do programa do Entrudo Chocalheiro de Podence?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AC&lt;/strong&gt; – O Programa do Entrudo Chocalheiro é um programa muito ambicioso para as possibilidades que a Associação do Grupo de Caretos de Podence tem. Mas o feedback que nos deram nos últimos anos as pessoas que nos visitam levou-nos a ter um programa muito arrojado. Esse programa passa por ter uma mini feira de produtos regionais onde as pessoas que nos visitam podem comprar produtos da terra. Inovamos também num leilão chocalheiro, em que vamos dar oportunidade a quem nos visita de trajar o Careto. Existem muitas pessoas que gostavam de se vestir de Careto e este ano vão ter essa oportunidade.&lt;br /&gt;Vamos ter um programa de animação de rua muito diversificado e variado. São grupos convidados em que o Grupo de Caretos de Podence faz permutas durante o ano. Posso destacar alguns, como os Galandum Galundaina, o Grupo dos Latos de Bagueixe, o Grupo dos Bombos de Ala, isto no domingo. Na terça-feira vamos ter o Grupo de Gaiteiros “Trouxa Mouxa” e o Grupo de Bombos “BomboÉmia” do Grupo da Academia da Faculdade do Minho. Os grupos de animação de rua vão estar em Podence, do dia 18 ao dia 20, ou seja, sábado, domingo e terça-feira.&lt;br /&gt;Vamos ter também um espaço ligado à arte para dar oportunidade a um pintor da região que tem feito um trabalho notável, que é o António Santos Silva, que vai fazer uma exposição “Máscaras e Mascarados” a inaugurar no dia 18, domingo, na Casa do Careto.&lt;br /&gt;A nível de exposições, foi também lançado um desafio à Escola EB2.3, de Macedo de Cavaleiros, sobre o tema “Entrudo Chocalheiro”, em que aos alunos da disciplina de Educação Visual Tecnológica (EVT), se pediu para pintaram de uma forma interessante os Caretos de Podence. Vai ser atribuído um prémio a alguns trabalhos destes participantes.&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/podence2.jpg" width="180" align="left" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;No domingo, também vai haver o chamado pregão casamenteiro, os casamentos, que vamos dar continuidade em Podence. Vai ser feito à noite, junto à igreja e vamos manter esse ritual, que também faz parte da tradição.&lt;br /&gt;Também muito interessante, e que no fundo foi o despertar para que a tradição se mantenha viva, vai ser a projecção do filme de Noémia Delgado, “As Máscaras”. Quem quiser pode associar-se a esta iniciativa. Vamos ter também a parte gastronómica nesse dia, em que será servida uma feijoada à Transmontana cozinhada no pote.&lt;br /&gt;Vamos também celebrar a queima do Entrudo, que será o enterrar das festividades carnavalescas de Podence.&lt;br /&gt;No fundo é um programa muito ambicioso, como disse, para as possibilidades que esta associação tem. Temos muita carolice, muito querer e acho que vamos conseguir, porque o nosso cartaz é acima de tudo muito apelativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN &lt;/strong&gt;– Falou-nos do documentário de Noémia Delgado. Como conseguiram repor o documentário de Noémia Delgado, uma vez que se trata de uma verdadeira jóia documental sobre a etnografia da nossa região?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AC&lt;/strong&gt; – Não foi fácil. Este objectivo de trazer o filme de Noémia Delgado aqui a Podence é uma luta que dura já há 2 ou 3 anos. Tivemos a sorte de encontrar alguém que é natural de Macedo de Cavaleiros ligado às relações pessoais da Noémia Delgado que nos abriu as portas junto dela para nos facultar a cópia do documentário que a partir de agora vai fazer parte integrante do espólio da Casa do Careto. Não foi fácil, mas como se costuma dizer, as coisas que não são fáceis de concretizar são as que nos dão mais gosto e o que interessa é que conseguimos e agora o documentário vai ser projectado em Podence. Vamos ter aqui muita gente a ver este filme, que além da tradição de Podence mostra também outras localidades aqui da região que também têm este tipo de tradição. Podence é a única aldeia em que o ritual do Carnaval existe, nas outras localidades é mais na Festa dos Rapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – O Entrudo Chocalheiro de 2007 possui um programa bastante ambicioso, com que apoios financeiros contam?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AC&lt;/strong&gt; – Os apoios financeiros são praticamente nulos. O apoio financeiro que temos é de algumas entidades particulares que nos apoiaram em géneros e a parte da publicidade. Os outros custos são suportados pela Associação dos Caretos de Podence. Não temos qualquer outro tipo de apoio financeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – Para as pessoas que nos lêem e vêem, que convite faria relativamente ao Entrudo Chocalheiro. Que pode esperar um visitante que optar por vir este ano ao Carnaval de Podence?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AC&lt;/strong&gt; – O Carnaval de Podence este ano promete. Faço aqui um apelo a todos os que queiram ver o Carnaval mais genuíno e tradicional de Portugal. Para isso têm que vir a Podence. Temos várias actividades. Não só a actividade chocalheira dos Caretos, como a feira de produtos regionais, as exposições e a animação de rua. Tudo isto vai ser uma mais-valia para que as pessoas possam desfrutar de um dia diferente.&lt;br /&gt;Podence está num ponto central em termos de localização, temos o Azibo, a Barragem do Azibo, que também poderá ser um local que complementa a Tradição dos Caretos. Não vão perder o tempo em vir a Podence, porque os Caretos de Podence são uma Tradição que acima de tudo marca a diferença. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/geataopagina/camaraindex.gif" width="20" align="left" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:78%;color:#4d4c4c;"&gt;&lt;b&gt;Ver vídeo da Entrevista&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object type="application/x-shockwave-flash" data="http://feat.putfile.com/flow/putfile.swf?videoFile=Caretos-de-Podence" height="288" width="384" align="middle"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;param name="movie" value="http://feat.putfile.com/flow/putfile.swf?videoFile=Caretos-de-Podence" /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;param name="quality" value="high" /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;embed src="http://feat.putfile.com/flow/putfile.swf?videoFile=Caretos-de-Podence" height="288" width="384"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;/object&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:60%;color:#4d4c4c;"&gt;Carregue duas vezes na seta esquerda do player para fazer o buffering deste Vídeo.&lt;br /&gt;Para Ver com melhor qualidade carregue no botão direito do player e opte por "original size".&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8046370-8605762199745684950?l=nnentrevista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nnentrevista.blogspot.com/feeds/8605762199745684950/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8046370&amp;postID=8605762199745684950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/8605762199745684950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/8605762199745684950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nnentrevista.blogspot.com/2007/02/antnio-carneiro-presidente-da-casa-do_15.html' title='António Carneiro, Presidente da Casa do Careto de Podence, em entrevista ao NN'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8046370.post-115721384834524952</id><published>2006-09-02T17:15:00.000+01:00</published><updated>2006-10-25T10:12:03.480+01:00</updated><title type='text'>Triquel em entrevista ao Noticias do Nordeste: cantamos a fugacidade do tempo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;img alt="NN" src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/triquel5.jpg" width="510" align="center" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;São de uma sonoridade rock marcada pela tradição.&lt;br /&gt;O Grupo Triquel enlaça-se nos caminhos daquilo que eles próprios designam por "Rock Celta" e o resultado é de uma frescura rítmica bastante original, moderna e inovadora&lt;br /&gt;Oriundos de Valladolid, poder-se-ão definir como alegres, folgazões, criativos e intervencionistas de uma lógica ambientalista e social. A banda compõe-se por seis elementos e por um variado número de instrumentos que emprestam à sua música um cunho muito particular. O seu estilo não tem repetições e o grupo, ao longo dos últimos anos, foi-se construindo com uma estética muito própria que os coloca entre as bandas de maior prestígio da meseta espanhola.&lt;br /&gt;Os Triquel vivem principalmente de concertos ao vivo, tendo já partilhado os palcos ibéricos e europeus com grupos como Carlos Núñez, The Chieftains e Gwendal.&lt;br /&gt;Adeptos incondicionais do lema "cada concerto é uma festa", a banda de Castela e Leão chega a Macedo de Cavaleiros no próximo dia 1 de Setembro, onde actuará no VII Festival de Música Tradicional desta cidade nordestina.&lt;br /&gt;A menos de 48 horas de pisarem o palco do anfiteatro ao ar livre da Praça das Eiras, o Notícias do Nordeste esteve à conversa com Juan José Cartón (JJC), a voz, guitarra eléctrica, guitarra acústica e whistle dos Triquel.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;NN - Onde, quando e como nasceram os Triquel?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRIQUEL (JUAN JOSÉ CARTÓN) - Os Triquel nascem em Valladolid no ano 1991, quando o nosso violinista e eu (cantor e guitarrista do grupo) decidimos misturar canções tradicionais, sobretudo composições irlandesas (jigas, reels) com arranjos musicais mais próximos ao rock. O resto do grupo são amigos músicos de outros grupos que se foram juntando à ideia desde quase o princípio. Nesse tempo só fazíamos canções instrumentais. Somos um grupo tão estável que o músico que há menos tempo trabalha connosco, aguenta-se já há 8 anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;NN - O grupo define-se como de "Rock Celta", queres caracterizar, a nível estético, essa definição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;TRIQUEL (JJC) - Para nós, o rock celta é uma gaveta onde arrumamos o nosso estilo, aquilo que somos musicalmente. A gente precisa de ser definida, o público precisa de uma etiqueta para o produto que compra ou escuta e cremos que "Rock Celta" é a etiqueta mais adequada para nós. No nosso estúdio, misturamos canções com letras próprias com melodias tradicionais, na sua maioria. É uma maneira pessoal e particular de misturar canções de pop-rock com reels, jigas, etc. São temas directos e ritmados que chegam rápido ao público, ainda que não os tenha escutado antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;NN - Pelo que se percebe da audição de alguns dos temas dos Triquel, a sua sonoridade encerra influências da música "étnica", mas está fortemente marcada por um ritmo e por uma performance urbana do Rock clássico. São um grupo "urbano" com influências culturais do "mundo rural", ou são um grupo de forte raiz tradicional com grandes influências do mundo urbano?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRIQUEL (JJC) - Penso que somos um grupo urbano que usa ferramentas tradicionais para expressar-se musicalmente. A temática e a melodia de voz das canções não têm nada a ver com os temas e as melodias de voz tradicionais irlandeses. Não somos um grupo de folk, entendido como grupo que vai pela província munido de equipamento de gravação para resgatar as canções populares que caíram no esquecimento (os grupo que fazem isto, são também muito respeitáveis e admiráveis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;NN- Quais os temas, os assuntos, mais frequentemente abordados nas letras dos Triquel?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRIQUEL (JJC) - Tentamos que os temas das canções sejam universais: cantamos a guerra, os malefícios da guerra, que faz do homem a pior das bestas; temos uma canção ecológica onde os animais se revoltam contra o homem (nós durante os concertos colocamos máscaras de animais); cantamos temas que invocam a ausência da pessoa querida (a saudade); damos voz ao noivo que se levanta com uma erecção e pede o sexo à noiva (espero não ferir a sensibilidade de ninguém); cantamos a fugacidade do tempo (tempus fugit); os terríveis efeitos da economia de livre mercado e da vertigem do lucro sem controle....etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;NN - Pedimos que os Triquel se apresentem aos Nordestinos. Quem é cada um dos seus seis elementos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRIQUEL (JJC) - O grupo é composto por Florentino Cañibano (baixo, harmónica e coros), que é simpático; por José Alfonso Garrido (violino e bandolim), que tem mau génio; por Luis Alberto Pelaz (batería), que tem pior génio do que o anterior se por acaso for acordado da sesta; por Iván San José (sintetizador e coros), que é simpático, isso sim, mas é mau; por Sonia del Val (flauta transversal e coros), esta sim é boa pessoa, e por Juan José Cartón (guitarra eléctrica, acústica, whistle e voz), que acho que não é importante dizer nada sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;NN- Os Triquel têm três álbuns (CDs) lançados no mercado. O primeiro data de 1994, o segundo de 1996, o terceiro de 2002. Para quando o lançamento do quarto disco de originais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="NN" src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/juanjose.jpg" width="200" align="right" border="0" /&gt;TRIQUEL (JJC) - Temos a intenção de lançar um novo trabalho discográfico para o ano 2007. Todos os ingredientes estão já preparados em estúdio. Temos muitas canções no repertório das actuações ao vivo que não estão incluídas nos discos editados e há muita vontade e muita força para editar um novo disco em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;NN - O título do último CD dos Triquel é bastante curioso. "Bichos Raros" em português significa espécies ou espécie em extinção. Há alguma preocupação em veicular ou em fazer passar uma mensagem de natureza social, ecologista, ou qualquer outra, com este título? O que é raro ou ser "bicho raro"( na vossa concepção), neste mundo globalizado em que vivemos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRIQUEL (JJC) - O grupo sempre teve um compromisso com a ecologia e a justiça social através de suas canções e dos encontros em que tem participado. Neste caso concreto, o título do disco tem o segundo sentido que comentas na pergunta. Nós nos consideramos bichos raros porque fazemos fielmente o que nos agrada e o que gostamos fora do grande circuito comercial e fora de toda lógica de mercado. Todos os que começaram connosco na nossa cidade, acabaram por desaparecer. Nós, bichos raros, teimosos, seguimos como Asterix e Obelix na aldeia dos irredutíveis gauleses, bebemos a nossa poção mágica (também se chama orujo de ervas aqui em Valladolid) e saímos para tocar em cada noite com a entrega, a vontade e a ilusão da primeira noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;NN - O Nordeste Transmontano tem uma raiz musical bastante profunda que mergulha nas influências célticas. A gaita-de-foles é um dos instrumentos mais populares na região. Conhecem a música tradicional do Nordeste Transmontano? Que pensam das características temáticas, instrumentais e melódicas que integram os repertórios musicais tradicionais desta região?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRIQUEL (JJC) - Como disse antes, somos um grupo urbano que não pesquisa muito no folclore. Por isso, quero ser honesto. Digo, envergonhado, que não conheço a música do Nordeste Transmontano. Por isso, não posso opinar mas prometo conhecê-la na visita desta sexta-feira 1 de Setembro. Têm a nossa palavra de honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;NN- Participam pela primeira vez no Festival Internacional de Música Tradicional de Macedo de Cavaleiros. Este ano é a sétima edição. Já tinham ouvido falar neste festival?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRIQUEL (JJC) - É um Festival de que ouvimos falar faz já um par de anos, com muito bons comentários. Sabemos que se realiza desde o ano 2000 e que por ele já passaram outros grupos espanhóis como Habas Verdes ou La Bazanca. É uma grande honra para nós poder participar nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;NN- O que é que o público português pode esperar da vossa actuação no próximo dia 1 de Setembro no anfiteatro ao ar livre da Praça das Eiras em Macedo de Cavaleiros?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRIQUEL (JJC) - Vão encontrar um repertório musical ritmado e facilmente digerível, adequado a todas as idades e públicos, sem contra indicações, corantes ou conservante e sem efeitos secundários (se não se beber demasiado álcool, porque não fazemos milagres). Vamos pedir ao público que bata palmas, que entoem com suas vozes algumas das nossas canções e que se portem bem. Vamos dar-lhes tudo o que somos. Que mais se pode pedir à vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#c0c0c0;"&gt;Entrevista e fotos de Luis Pereira [31-08-2006]&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8046370-115721384834524952?l=nnentrevista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nnentrevista.blogspot.com/feeds/115721384834524952/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8046370&amp;postID=115721384834524952' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/115721384834524952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/115721384834524952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nnentrevista.blogspot.com/2006/09/triquel-em-entrevista-ao-noticias-do_02.html' title='Triquel em entrevista ao Noticias do Nordeste: cantamos a fugacidade do tempo'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8046370.post-113753612369808093</id><published>2006-01-17T22:09:00.000Z</published><updated>2006-09-02T17:39:38.100+01:00</updated><title type='text'>"Um resultado interessante, nós gostamos e o público também”.</title><content type='html'>&lt;a&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/trio311.gif" width="200" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;São três elementos únicos que no palco dão largas à imaginação e conjugam simpatia com talento fazendo soltar as emoções do espectador. Angel Frágua, Noélia Dominguez e Sérgio Agostinho dão corpo a “Vincent, Van e Gogh”, apenas um dos trabalhos dos actores que vai estar presente, na próxima sexta-feira, no auditório do Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros. O Notícias do Nordeste esteve à conversa com os “Peripécia” Teatro…&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – “Vincent Van e Gogh”, uma peça de teatro que vai estar em Macedo de Cavaleiros. O que é que vai ser apresentado nesta peça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peripécia (Sérgio Agostinho)&lt;/strong&gt; - Basicamente é um bocadinho da história, da vida de Van Gogh associada ao seu trabalho, à sua arte. O nosso objectivo ao criar o espectáculo era esse. Falar da vida dele da forma mais interessante possível, associada à sua pintura. E tentámos fazer isso de uma forma… é difícil descrever, é a nossa forma de trabalhar. Começámos a investigar, a improvisar, a trabalhar no palco e as coisas vão surgindo. Desta vez, surgiu a ideia de dividir várias personalidades, vários traços que Van Gogh encerrava dentro de si. E, cada um de nós interpreta uma dessas vertentes dele. O resultado é interessante, nós gostámos e o público também. Esperamos que Macedo de Cavaleiros também goste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – É uma peça de teatro que se destina mais a uma determinada camada da população?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peripécia (Noélia Dominguez)&lt;/strong&gt; - É para todos os públicos. De facto, os objectivos dos Peripécia é chegar a um público jovem. Nem propriamente infantil, nem propriamente para adultos, é chegar a todos os públicos. É claro que há um público que capta uma ideia e outro que capta outra. Cada um retém uma ideia e uma parte do espectáculo diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – É errado dizer que são três personalidades conjugadas numa só?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peripécia (ND)&lt;/strong&gt; – Não, de facto é isso mesmo. São três personalidades do pintor, mas que no fundo é só uma. Não estamos a imitar o pintor no sentido físico, mas sobretudo na hora de criar foi aquilo que nos inspirou. Os quadros e a sua forma de pintar tão peculiar, tão interessante. A partir daqui começámos a criar sem tentar imitar o que era o pintor, embora tenhamos inventado muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – Estamos a falar de quanto tempo de trabalho e de investigação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peripécia (ND)&lt;/strong&gt; - De trabalho, falamos em três meses. Tivemos um mês de pesquisa de informação, (biografias, livros, Internet) e de observação de quadros. Depois, no momento de criação, estivemos dois meses com o Zé Garcia, que é o encenador. A meio da criação veio um fim-de-semana, e depois, no final, estivemos com ele duas semanas para limpar e modificar determinadas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – Os Peripécia são acarinhados pela população da região. Estiveram há pouco tempo no teatro de Vila Real com uma peça diferente, notou-se a adesão do público?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peripécia (SA)&lt;/strong&gt; - Sim, foi uma surpresa muito grande quando nos disseram que duas semanas antes da apresentação do espectáculo, as reservas já estavam esgotadas. Isso é normal num espectáculo em que os actores são de televisão, mas não é normal em espectáculos de teatro que não são tão mediáticos. E, isso aconteceu pela aceitação do público de Vila Real. O Teatro de Vila Real acolheu todos os nossos espectáculos. Primeiro o “Ibéria”, depois o “Vincent, Van Gogh”, que foi precisamente estreado lá, e agora, na passada semana, o “Clean Clown”. Nesse teatro em particular, o público tem acarinhado o nosso trabalho de uma forma fantástica. E em Macedo também, embora ainda não tenhamos apresentado o mesmo número de espectáculos. Mas temos notado um carinho na rua, e também um grande interesse no nosso trabalho e na nossa companhia por parte de todas as pessoas que se inscreveram no atelier de teatro que estamos a levar a cabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – Como é que vocês se conheceram e como é que apareceram os Peripécia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peripécia (ND)&lt;/strong&gt; – Há já muitos anos que trabalhamos juntos. Eu e o Angel trabalhamos juntos há mais de 10 anos. O Sérgio, conhecemos em Madrid quando eu estudava na Escola de Arte Dramático de Madrid e ele estava a estudar lá também. Isto há uns oito anos. E, começámos a pensar formar uma companhia em Portugal. Formámos uma companhia para a qual um ano depois veio o Angel e começámos a criar a nossa própria linguagem. Trabalhámos durante um ano os três juntos e decidimos começar o nosso projecto. Há dois anos criámos a “Peripécia”, mas já a partir de um trabalho que tínhamos feito noutro projecto e que tinha consolidado a nossa forma de comunicar e de criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – E qual é era esse trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peripécia (ND)&lt;/strong&gt; - Nós criámos espectáculos de raiz, originais, com base na improvisação. Há um tema que nos chama a atenção ou que nos desperta interesse e começamos a criar o espectáculo uns meses antes através da improvisação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – Porquê Macedo de Cavaleiros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peripécia (SA)&lt;/strong&gt; - Porque quando formámos o projecto não tínhamos um espaço físico para trabalhar e para nos instalarmos. Fizemos várias propostas e aqui foi aceite. O que foi bom, porque aqui tínhamos algumas infra-estruturas para trabalhar, como o auditório, que está agora a começar a sua actividade. E a autarquia acolheu-nos, dando-nos um subsídio e cedendo-nos um espaço para ensaios e administração. E é óptimo cá estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – Vocês trabalham com várias peças ao mesmo tempo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peripécia (SA)&lt;/strong&gt; - Sim, neste momento, estamos a fazer itinerância com três espectáculos. O “ibéria – A Louca História de uma Península”, “Clean Clown – Serviços de Limpeza” e ainda “Vincent, Van e Gogh”. Este ano, iremos estrear mais um espectáculo, mas ainda não queremos divulgar porque é surpresa. (Risos)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;NN&lt;/strong&gt; – Também levam a cabo um workshop de teatro aqui em Macedo de Cavaleiros. Como surgiu esse projecto e como está a correr?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/peripecia11.jpg" width="200" align="left" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;Peripécia (SA&lt;/strong&gt;) - Esse projecto surgiu porque nós achamos que devemos captar público de várias formas, não só através dos espectáculos. Uma das formas de entrar em contacto mais directo com o público é fazer ateliers de formação. Aqui em Macedo quisemos fazer uma coisa mais sustentada. É um atelier anual que começou em Novembro do ano passado e prolonga-se até final de Junho deste ano. É uma maneira de dar a oportunidade às pessoas de tomarem contacto directo com aquilo que é o teatro, com os actores, com formas de trabalhar no palco. E, também uma forma dos participantes se enriquecerem a nível pessoal porque lhes vai dar ferramentas para a vida quotidiana: a própria postura do corpo, um correcto movimento, uma correcta colocação da voz e uma melhor capacidade de comunicação com o resto das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Miguel Midões, NN [17-01-2006]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8046370-113753612369808093?l=nnentrevista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nnentrevista.blogspot.com/feeds/113753612369808093/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8046370&amp;postID=113753612369808093' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/113753612369808093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/113753612369808093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nnentrevista.blogspot.com/2006/01/um-resultado-interessante-ns-gostamos.html' title='&quot;Um resultado interessante, nós gostamos e o público também”.'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8046370.post-110720876582885302</id><published>2005-01-31T21:42:00.000Z</published><updated>2005-01-31T21:59:25.826Z</updated><title type='text'> </title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/silva.gif" border="0" width="60" align="left" /&gt;Adão Silva em entrevista ao NN: “ Estou indisponível para ser membro do Governo. Gostei da experiência. Tenho a consciência de que trouxe vantagens e benefícios para as populações do meu Distrito, mas não tenho interesse em repetir a experiência”.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Adão Silva, número dois da lista do PSD pelo Círculo Eleitoral de Bragança e ex- Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, é peremptório numa entrevista dada ao Notícias do Nordeste: “ Estou indisponível para ser membro do Governo. Gostei da experiência. Tenho a consciência de que trouxe vantagens e benefícios para as populações do meu Distrito, mas não tenho interesse em repetir a experiência”.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Notícias do Nordeste&lt;/strong&gt; - Dr. Adão Silva, estamos, mais uma vez, próximo de umas eleições legislativas. É, nesta altura, na pré-campanha e na campanha eleitoral, que se realizam e debatem os diagnósticos dos principais problemas da região nordeste.&lt;br /&gt;Qual é a análise que o PSD Bragança faz dos principais problemas que afectam o distrito?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Adão Silva&lt;/strong&gt; - O primeiríssimo problema é desertificação humana, fenómeno que está acompanhado pelo envelhecimento da nossa população.&lt;br /&gt;O segundo problema tem a ver com a falta de condições que favoreçam a implantação de empresas criadoras de emprego, fixação de população e optimização de recursos endógenos.&lt;br /&gt;O terceiro problema resulta de uma falta de valorização dos nossos recursos ambientais, hídricos, agrícolas, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt;– Existe da parte do PSD estratégias de desenvolvimento prioritárias?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A.S&lt;/strong&gt; - Todas as acções que visem resolver as situações problemáticas que acima lhe enumerei são imperiosas. E esta campanha eleitoral para uma nova legislatura é um momento adequado para se reafirmar as prioridades económicas, sociais e culturais e enfatizar os propósitos políticos de ultrapassar constrangimentos antigos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – Quais são, na sua visão, as medidas que devem ser tomadas no imediato para fazer face ao processo cada vez mais agudizado de abandono da região por parte de jovens e  de adultos em idade produtiva? O PSD tem medidas específicas para combater a desertificação da região?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;A.S&lt;/strong&gt; - Não se pode fixar população se não existirem condições para tal. No momento em que as Câmaras Municipais têm a maior parte dos problemas infra-estruturais resolvidos (abastecimento de água domiciliário, redes de esgotos, valorização urbanística e ambiental, redes de estradas intra-concelhias) tem de se dar um passo mais: atrair empresas, criar emprego, valorizar cultural e profissionalmente os recursos humanos. Por isso é que todas as políticas de incentivo fiscal, de apoios às empresas que se instalem no Distrito são necessárias e imperiosas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – Um recente estudo da Segurança Social referiu que um significativo número de concelhos portugueses do interior (onde se inclui grande parte dos concelhos nordestinos), se encontra num estádio que antecede a designada “ morte social”. Como membro destacado do PSD na região, e como futuro deputado, de que forma é que vai lutar contra esta situação dentro do seu partido ou na Assembleia da República?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A.S&lt;/strong&gt; - Atrair empresas, optimizar e valorizar recursos naturais endógenos, atrair população, nomeadamente pela via do turismo (Douro e Parques Naturais) pode ser um bom caminho para inverter o ciclo de empobrecimento.&lt;br /&gt;Por outro lado, o aumento de investimento público, nas áreas do apoio social, dos equipamento de saúde, nomeadamente dos cuidados continuados, das acessibilidades, das infra-estruturas agrícolas e empresariais, em geral; são reivindicações que temos de ter sempre presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – A Universidade de Bragança foi um projecto outrora acarinhado e defendido quer pelo PSD, quer pelo PS. Actualmente o PS já só fala em “ensino universitário de qualidade para Bragança”. Qual é a posição do PSD?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A.S&lt;/strong&gt; - As condições objectivas para concretizar o projecto da universidade de Bragança estão cada vez mais longe de se verificarem. Perda de população estudantil, desvalorização dos cursos superiores por razões de desemprego dos licenciados, estrangulamentos orçamentais vários.&lt;br /&gt;No entanto, importa valorizar o IPB, com novos cursos, novas escolas, novas capacidades.&lt;br /&gt;Por isso conseguimos a criação da Escola Superior de Saúde, em Maio de 2003, que conta já com cerca de 600 alunos e que está a crescer.&lt;br /&gt;Por isso, nos propomos defender a evolução do IPB para universidade politécnica, tal como se propugna no recente documento de Veiga Simão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – No sector da saúde, e enquanto Secretário de Estado, o seu trabalho foi amplamente reconhecido, assim como foi amplamente aplaudida a sua posição relativamente ao encerramento de uma das maternidades do distrito. Como conhecedor da matéria, pensa que este processo é um processo definitivamente encerrado, ou ele será mais tarde ou mais cedo novamente ressuscitado com o Governo que sair das Legislativas de 20 de Fevereiro?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;A.S&lt;/strong&gt; - Temo que o processo de encerramento das maternidades possa vir a reavivar-se. Será lastimoso, se houver o encerramento de qualquer uma das duas que existem no Distrito. Aqui, só uma certeza: tal como ontem, no futuro, podem contar comigo para obstar a qualquer encerramento.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – Há actualmente muita gente a defender que o turismo é um sector da economia capaz de fazer descolar a região do nordeste do atraso estrutural em que se encontra. Existe, da parte do PSD Bragança, algum plano ou estratégia de desenvolvimento assente neste sector?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A.S&lt;/strong&gt;  -  Concordo com a importância estratégica que é conferida ao turismo.&lt;br /&gt;No nosso Distrito tem de se avançar com a concretização do Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro, fazendo irradiar o fluxo crescente de turistas que hoje sobem o Rio Douro por todo o Distrito. Os Parques Naturais de Montesinho, do Douro Superior e a área de Natureza do Azibo têm de ser valorizados na articulação com o Douro que é já o 4º destino turístico nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – A cultura, o património e o ambiente são três “mais valias” ou “sinergias” regionais estritamente ligadas ao turismo, e sem as quais não vale a pena pensar em desenvolvimento turístico regional. No entanto essa riqueza patrimonial continua a ser olvidadas, quer no discurso dos políticos nordestinos, quer na forma como essas mais valias são enquadradas (ou por outra, não são enquadradas) em planos ou estratégias locais e regionais de desenvolvimento.&lt;br /&gt;Configura-se alguma mudança significativa da parte do PSD relativamente&lt;/span&gt; a esta matéria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A.S&lt;/strong&gt; - Não consigo enquadrar o desenvolvimento turístico do Distrito fora do quadro da cultura, do património e muito especialmente do ambiente.&lt;br /&gt;Por isso, quando defendemos a concretização do Plano de Desenvolvimento Turístico do Douro em articulação com as áreas de natureza protegida que pontuam no Distrito, estamos a defender fluxos de turistas capazes de induzir a reabilitação do mundo rural, a revalorização de práticas culturais ancestrais, o fomento do artesanato.&lt;br /&gt;Hoje, coisas banais, como o silêncio passaram a ter um alto valor. Temos de converter as nossas debilidades, como sejam a escassez de população, a agricultura tradicional, a preservação de práticas ancestrais em vantagens. Noutros países como a Irlanda, isso aconteceu. Nós também somos capazes. E já estão a aparecer alguns casos muito interessantes que importa apoiar e exaltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – Qual é a sua posição quanto à construção da barragem do Sabor?&lt;br /&gt;Aceita as criticas, nomeadamente das associações ambientalistas, de que a decisão em construir a barragem é uma decisão que colide com as directivas comunitárias relativas ao ambiente?Na perspectiva do PSD Bragança quais são as contrapartidas verdadeiramente positivas resultantes da construção da barragem do Sabor?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A.S&lt;/strong&gt;  - Respeito a posição dos movimentos ambientalistas que encaro sempre como aliados no processo de desenvolvimento.&lt;br /&gt;No entanto, penso que na Barragem do Sabor não têm toda a razão.&lt;br /&gt;É muito importante que a barragem se construa. Geram-se, de imediato, vantagens económicas e sociais para o País com a produção de energias renováveis, com a constituição de uma imensa reserva estratégica de água, com a diminuição dos impactos negativos das cheias do Rio Douro ou com o combate à crescente escassez de água que o Rio Douro traz de Espanha.&lt;br /&gt;Por outro lado, a Barragem vai trazer uma diminuição na produção de gases com efeito de estufa, problema preocupante em Portugal.&lt;br /&gt;Por isso defendemos a construção da barragem. Mas também dizemos que esta construção tem de comportar vantagens directas para os Nordestinos. Elenco-lhe algumas: plano de desenvolvimento turístico com a construção de infra-estruturas, abastecimento de água às populações, resolução de problemas de acessibilidades.&lt;br /&gt;Foi pena que o Engenheiro José Sócrates, quando foi ministro do ambiente tivesse adiado a resolução da construção da barragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – É conhecida a fase de depressão porque passam os Parques Naturais de Montesinho e do Douro Internacional. Sendo estes espaços fundamentais em termos de desenvolvimento futuro da região, que medidas deverão ser tomadas para que estas entidades e estes espaços possam contribuir para uma dinâmica concreta de desenvolvimento local e regional?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A.S&lt;/strong&gt; - Todas as medidas que permitam dizer a um habitante desses Parques: que bom é viver num Parque Natural!&lt;br /&gt;Como sabe, hoje em dia existe um divórcio entre as populações e esta instituição, Parque Natural. Assim, nada se consegue. Os Parques são espaços das pessoas, para as pessoas que têm de ser feitos com as pessoas, as que lá residem e as que lá vão esporadicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – Actualmente fala-se muito em “discriminação positiva” para a região. Acha que esta é uma solução capaz de só por si resolver os problemas de fundo do Nordeste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A.S&lt;/strong&gt;  -  É uma medida política importantíssima. Seja do ponto de vista fiscal, seja do ponto de vista dos investimentos públicos, seja do ponto de vista social e cultural.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – A nível de acessibilidades é conhecido e reconhecido o encravamento geográfico a que muitos dos concelhos do distrito estão sujeitos. Que defende o PSD nesta matéria?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A.S&lt;/strong&gt; - Investimentos urgentes nos eixos rodoviários estruturantes (IC-5, IP-2 que estão por fazer e a construção da auto-estrada entre Amarante e Quintanilha), a par da remodelação e modernização da rede de estradas nacionais entre os vários concelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN &lt;/strong&gt;– Duarte Lima referiu recentemente que está aberto para formar um grupo de trabalho com o intuito de “traçar as linhas de desenvolvimento do distrito”.&lt;br /&gt;Acha que a união e a convergência dos dois partidos da região com assento parlamentar é fundamental e desejável para gerar mais força reivindicativa capaz de se traduzir em concretizações de desenvolvimento efectivo do distrito de Bragança? Pondera vir a sentar-se ao lado de Mota Andrade em prol da resolução dos problemas do Nordeste?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A.S&lt;/strong&gt; - Mais do que fundamental e desejável, é urgente. Fizemos em 2000 um primeiro ensaio, mas o Partido Socialista sentiu-se incomodado com a vontade de articular políticas e reivindicações que os Deputados do PSD lhe propuseram.&lt;br /&gt;Cremos, no entanto, que foi feito um primeiro ensaio. Temos de retomar essa tentativa de congraçarmos esforços, pondo as populações do nosso Distrito acima de tudo e particularmente, acima dos interesses e das divergências partidárias e ideológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN &lt;/strong&gt;– Caso volte a ser chamado para o governo qual a pasta que considera mais adequada para os interesses do Nordeste?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A.S&lt;/strong&gt;  - Estou indisponível para ser membro do Governo. Gostei da experiência. Tenho a consciência de que trouxe vantagens e benefícios para as populações do meu Distrito, mas não tenho interesse em repetir a experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – Quer deixar alguma ideia ou alguma palavra especial para os Nordestinos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A.S&lt;/strong&gt;  - Duas. A primeira é que no dia 20 de Fevereiro não deixem de exercer o seu direito de voto.&lt;br /&gt;A segunda: que assumam uma posição mais exigente, mais reivindicativa e menos acomodada em relação aos órgãos de soberania particularmente ao Parlamento e ao Governo. Os Deputados eleitos pelo Distrito são poucos (apenas 4) e por isso se lhes exige trabalho, empenho, dedicação, contacto com as pessoas e as realidades. Sem qualquer favor. As populações devem estar atentas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8046370-110720876582885302?l=nnentrevista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nnentrevista.blogspot.com/feeds/110720876582885302/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8046370&amp;postID=110720876582885302' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/110720876582885302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/110720876582885302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nnentrevista.blogspot.com/2005/01/blog-post.html' title=' '/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8046370.post-110245371588566190</id><published>2004-12-07T21:07:00.000Z</published><updated>2004-12-07T21:08:35.886Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Edgar Gata, Presidente da Câmara Municipal de Freixo de Espada-à-Cinta fala-nos dos problemas do Nordeste, e particularmente dos problemas que o seu concelho enfrenta. Autarca lutador e determinado não esconde a crítica: "os políticos deste país esquecem-se que Portugal é um todo e não só uma parte."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/edgargata.gif" width="200" align="left" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Notícias do Nordeste&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;: É conhecido o encravamento de Freixo de Espada-à-Cinta no interior do Nordeste. O caso da EN 221 é um exemplo concreto de como o concelho tem sido negligenciado.&lt;br /&gt;Nas suas criticas, diz não compreender como o seu concelho é sempre o último a ser contemplado com iniciativas da Administração Central. Mantém esta posição ?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Edgar Gata&lt;/strong&gt; - Quando eu digo que não compreendo, estou a ser irónico, ou seja eu compreendo o porquê disso, não tem concretamente a ver com este ou aquele partido, mas com o facto de que somos um país em que as assimetrias são de tal ordem graves que quanto mais um concelho se encontra numa franja mais interiorizada mais esquecido é. Eu costumo dizer que compreendo e dou um exemplo: costumo dar o exemplo dos telefones automáticos, ou seja, Freixo foi o último concelho deste país a ter rede automática de telefones, ou o último a ter uma estrada em condições..., ora bem, eu digo isso de uma forma irónica porque o que me parece importante para qualquer cidadão deste país é constatar o facto de que a política está a ser gerida de uma forma centralista, que num futuro mais a longo prazo ou a curto prazo vai acabar com a independência do país, ou seja, se metade do país do interior for abandonado qualquer dia é questão de Espanha passar a fronteira um bocadinho mais à frente, se está abandonado não faz sentido falarmos na existência de Portugal nessa zona, é nesse tom irónico que eu refiro isso, agora que é um facto que Freixo de Espada-à-Cinta tem sido um mártir, isso é verdade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN:&lt;/strong&gt; Em determinada altura chegou mesmo a zangar-se com o actual governo, sendo também você um autarca eleito pelo PSD. O desespero e a entrega à sua terra levaram a esta posição? O que o decepciona no poder Central?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Edgar Gata&lt;/strong&gt; - Com este… com o anterior… por isso é que eu disse que isto não é uma questão bem partidária, porque infelizmente isto tem a ver com a noção que muitos políticos que vivem na capital ou nas capitais têm do interior (porque a gente por vezes tem tendência a dizer que a culpa é de Lisboa), mas há outras Lisboas mais pequeninas, até na região. O que eu quero dizer com isso é que os políticos deste país se esquecem que o pais é um todo e não só uma parte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN:&lt;/strong&gt; È conhecida a sua relação com os "Ayuntamientos " espanhóis. Comenta-se que Freixo tem relações sociais e económicas mais frequentes e mais sólidas com os vizinhos espanhóis. Será que Freixo está de costas voltadas para Portugal; ou Portugal é que voltou costas a Freixo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Edgar Gata&lt;/strong&gt; - É o contrario, o que me parece é que em pleno séc. XXI já não pode haver qualquer fobia de patriotismo que impeça que dois povos se relacionem, vivemos na Europa e o povo espanhol ou português, naquele caso concreto da zona de Freixo, têm exactamente os mesmos problemas, os povos espanhóis nossos vizinhos sofrem exactamente da interioridade que nós sofremos, têm problemas de desenvolvimento como nós temos, um bocadinho mais desenvolvidos mas são muito semelhantes, têm problemas de afirmação como nós.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN:&lt;/strong&gt; Mas têm capacidades de resposta diferentes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Edgar Gata&lt;/strong&gt; - Um bocadinho diferente mas não quer dizer que tenham uma capacidade muito maior do que nós. Eu sempre defendi (e quando fui eleito creio que era o segundo ou terceiro ponto do meu programa) que Freixo tendo uma fronteira, a devia utilizar! Era inconcebível como Freixo tendo vizinhos tão próximos com quem pode ter relações comerciais, sociais e económica continuasse de costas voltadas. Era como se a fronteira continuasse a existir. Então dinamizamos o relacionamento com os “ayuntamientos” vizinhos de forma a que nesta altura temos o prazer de ter uma feira transfronteiriça que começa a ganhar peso. É importante referir, atendendo à dimensão da nossa terra, estamos a falar de uma pequena vila, mas que é já um pequeno município que nesta altura apresenta na feira das amendoeiras um evento transfronteiriço com 103 expositores, número do ano passado. Mas isto não tem nada a ver com qualquer perda de patriotismos. Nós somos portugueses e os espanhóis entendem-no. Agora acho que não devemos de maneira nenhuma evitar nas zonas transfronteiriças que essas relações se dinamizem. Para toda a faixa do Douro internacional em concreto é vital que esse relacionamento seja cada vez maior.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN:&lt;/strong&gt; Então aquele ditado que de Espanha nem bons ventos nem bons casamentos não faz qualquer sentido!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Edgar Gata&lt;/strong&gt; - Em Freixo há vários casais espanhóis (e dois que eu conheço são casados quase com bodas de ouro) que são casais de sucesso. Nós é que por alguma miopia nos nossos sentimentos afastamo-nos de uma realidade que é importante: não há nações. Nós estamos numa comunidade. Não há Portugal ou Espanha, o que há são zonas com povos com as suas diferenças, nomeadamente com as suas diferenças culturais, mas que podem perfeitamente lutar em comum pelo futuro dos dois, aliás parece-me que nas zonas transfronteiriças será por ai a passagem. As zonas transfronteiriças devem não colocar-se naquela aceitação passiva de que são zonas periféricas, que ninguém quer saber…eu penso o contrário. As zonas transfronteiriças devem dizer: nós somos o centro de uma zona deprimida, de uma zona que é preciso desenvolver, e portanto todas as armas aqui valem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN:&lt;/strong&gt; Freixo é conhecido pelas amendoeiras em flor, pelas suas belas paisagens...são estes recursos culturais / patrimoniais e naturais uma mais valia de dinamização e desenvolvimento Económico?&lt;br /&gt;Quais os três mais importantes exemplos de projectos (perspectivas e interesses) que a sua autarquia tem desenvolvido para potenciar estes recursos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Edgar Gata&lt;/strong&gt; - As amendoeiras fazem parte, digamos, de um calendário importante em Freixo que abrange as amendoeiras, a época da Páscoa e a época do Verão. Evidentemente que a actividade cultural é nessas épocas que se torna mais possível, por isso o município investe nesses acontecimentos. Eu tenho a felicidade de ter sido escolhido na altura em que se dinamizou muito a Feira relacionada com as amendoeiras em flor mas não só, toda a actividade de ambiente, de desporto, de convívio, o parapente, o cicloturismo, provas desportivas também com espanhóis, por ex: os “futsais”, torneios de futsal infantil que junta ali uma centena de miúdos portugueses e espanhóis nesta animação. Portanto as Amendoeiras em Flor, a Festa do Verão, são sempre uma referência para uma zona onde há emigrantes, como é o caso de Freixo e de quase todo o nordeste transmontano. Nesta altura aposta-se mais na actividade cultural, porque as famílias se juntam mais.&lt;br /&gt;A Câmara baseada neste envolvimento tem apostado forte a nível cultural e apontaria como corolário maior dessa aposta a abertura do Auditório Municipal. Esse auditório permitiu o regresso do cinema a Freixo de Espada-à-Cinta, passados 30 anos. Durante este tempo não tivemos cinema, o que nos envergonhava!&lt;br /&gt;Os meus filhos só viram cinema quando saíram de Freixo! Agora não, qualquer pessoa pode ver cinema e teatro. Ainda tivemos há bem pouco tempo o Luís de Matos do levanta-te e ri, etc. È possível à Câmara realizar eventos que dantes não era possível, portanto o Auditório é decisivo, creio que a nível cultural as Edições sobre o concelho têm marcado também. Esta nota de que culturalmente Freixo mudou é importante e começa até a dar frutos.&lt;br /&gt;Mas outro exemplo: Freixo andava arredado do futebol há não sei quantos anos e agora tem uma equipa de futebol que está a “dar cartas” no campeonato Distrital; tem duas equipas de futsal, uma delas esteve o ano passado na 3ª divisão. São portanto coisas que se vão fazendo e que estão sempre interligadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN:&lt;/strong&gt; De uma forma Genérica como descreve o papel do Parque Natural do Douro Internacional na criação de dinâmicas de desenvolvimento local.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/edgargata3.jpg" width="300" align="left" border="0" /&gt;Edgar Gata&lt;/strong&gt; - Eu de uma forma critica sempre defendi o Parque. Ou seja, eu acho que o Parque foi uma criação um pouco artificializada que não tem sabido chegar à população que obrigatoriamente teria que defender proteger e desenvolver. E porque é na minha perspectiva artificial? Porque fundamentalmente o Estado não lhe dá recursos. Isso é visível, tanto com o anterior director como com o actual. Nós temos referido sempre: não se pode querer que o parque tenha a adesão popular, tenha o beneficio de as pessoas acreditarem nele se ele não fizer coisas! Mas para fazer tem que ter meios humanos e meios financeiros e em ambos os campos tem sido muito mal. Creio que o maior problema do Parque está aí, quando as pessoas entenderem que aquilo é um beneficio para elas, toda a gente fala bem do Parque. Agora se o Parque aparece sempre do lado das limitações e proibições e não pelo lado dos benefícios …. Agora se for o contrário, de certeza que as coisas mudam. Infelizmente até ao momento o que se tem verificado é uma falta de ligação entre quem quer que o Parque avance (concretamente a sua direcção) e as pessoas que residem ali, que em vez de verem no Parque um motivo para o desenvolvimento vêem um estorvo para o desenvolvimento. Ora isso não pode ser!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN:&lt;/strong&gt; Sabendo que o PNDI abrange uma vasta zona do Concelho qual a necessidade da Criação de um Parque Ambiental&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Edgar Gata&lt;/strong&gt; - O Parque Ambiental da Câmara tem ligações ao desenvolvimento turístico. Chamar-se Parque Ambiental não tem a ver com o facto de estarmos no Parque do Douro Internacional; chamamos-lhe Parque Ambiental por ter uma componente lúdica ligada à natureza, o que justifica essa expressão... Será um parque que tem um pequeno parque de campismo rural, uma zona de merendas, de convívio familiar, tem uma componente do artesanato local e dos produtos regionais, terá um pequeno auditório ao ar livre, terá dois lagos com alguma fauna da região. A ideia é que esse parque funcione em complemento à Congida. A Congida tem nesta altura pronto para abrir na próxima Primavera um pequeno aldeamento turístico com 10 “bangalows”, ou 10 cavernas no monte (a única coisa que se vê são as cavernas e as vidraças!). Este aldeamento turístico, em complemento com os passeios de barco no Douro Internacional que o Município também dinamizou e que agora irão ser mais enriquecidos, pois também na próxima Primavera será lançado um novo barco que permite melhores condições para ser feito esse percurso; com a piscina municipal da Congida e com a praia fluvial a funcionar, serão criadas infra-estruturas turísticas capazes de terem qualidade, com capacidade de poder manter pessoas não amontoadas num parque de campismo selvagem que se projectasse para ali.&lt;br /&gt;O Parque Ambiental tem a ver com isso, mas também com percursos temáticos ligados à amoreira, à seda. Será basicamente essa a ideia, O PNDI potencia o nosso Projecto, mas este é um projecto da Câmara não tem influência frontal com o PNDI.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN:&lt;/strong&gt; Sabemos que o Douro como destino turístico aumentou em 20%, em muito a paisagem cultural evolutiva e viva classificada com património da Humanidade (que se complementa mais para cima com as arribas) contribuiu para esta realidade.&lt;br /&gt;Gostaríamos que comentasse as suas preocupações e que vulnerabilidades ou fraquezas associaria a este Turismo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Edgar Gata&lt;/strong&gt; - È pena que as acessibilidades sejam fracas. aAcélebre 221 até nisso prejudica, porque a 221 vai até Barca D'alva onde os barcos chegam. Aí os turistas são encaminhados fundamentalmente para Espanha nomeadamente Salamanca. Dói-nos isso, porque há dois concelhos que podiam beneficiar com isso que são Freixo de Espada-à-Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo e outros...mas a estrada no estado em que está prejudica bastante a nossa terra, porque claro que não é qualquer empresa que se aventura a levar autocarros de franceses ingleses etc. por ali acima. Aqueles que o têm feito, porque há alguns que o têm feito, param em Freixo, junto ao Penedo Durão, enfim aos grandes emblemas naturais de Freixo de Espada-à-Cinta e dizem maravilhas! É pena realmente que aa acessibilidades não nos favoreça nesse aspecto e por isso é que eu sou sempre cáustico! Esperamos em breve poder aproveitar dessa vaga de turistas que sobe o Douro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN:&lt;/strong&gt; Finalmente, olhemos para o Futuro. Prevê grandes alterações na área do desenvolvimento rural?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Edgar Gata&lt;/strong&gt; - Eu acho que qualquer autarca está convencido que o regresso ao campo vai ser uma realidade. Eu acredito que dado o desenvolvimento de uma forma pouco controlado, como tem sido o do litoral, que mais cedo ou mais tarde há-de ter um retrocesso, então fala-se de um regresso ao campo. Temos que tornar os concelhos do Interior desenvolvidos para que as pessoas tenham qualidade de vida, porque nas grandes cidades a qualidade de vida é agredida constantemente. Eu creio que há que ter pelo menos o pensamento de que isto é possível e fazer de tudo para que o campo seja o atractivo que faça com que algumas pessoas que se amontoam nas cidades comecem a querer essa qualidade de vida que referi. Agora, tem que haver vontade política. O estado, os governos em si, têm que fazer políticas que permitam que o campo ofereça alternativas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN:&lt;/strong&gt; Acha que isso está a ser feito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Edgar Gata&lt;/strong&gt; - Há experiências. Eu acho que grande parte dos programa polis para o interior foram apostas nesse sentido. Quem viu Bragança e a vê agora...mas os polis não se podem limitar à cidade, ou seja, embora se possa chamar outra coisa, tem que haver mecanismos que permitam que pequenas vilas como Freixo de Espada-à-Cinta também tenham capacidade de investimento que de outra forma não têm.&lt;br /&gt;È necessário haver investimento publico porque depois os privados também acompanham. É só olhar para os nossos vizinhos espanhóis para reparar que, por exemplo, na província de Salamanca não há uma aldeia por mais pequena que seja que não tenha uma casa de Turismo Rural, uma casa com muita qualidade. Mesmo em frente a Freixo temos meia dúzia de casas e ficamos pasmados. Ora bem, se essas condições forem transpostas para o nosso país é evidente que também temos capacidade de fazer exactamente a mesma coisa que os Espanhóis, nós nem somos melhores nem piores !&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN:&lt;/strong&gt; Então há falta de iniciativa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/edgargata2.jpg" width="300" align="right" border="0" /&gt;Edgar Gata&lt;/strong&gt; - Eu acho que o problema não é iniciativa. Iniciativa pode aparecer se houver dinheiro que a mova e o grande problema do interior e o desinvestimento. Eu falo como conhecedor da condição de Freixo: Freixo é um concelho agricolamente bastante rico, muito rico até, mas curiosamente é um concelho de desinvestimento. Ou seja, famílias que têm agricultura em Freixo pegam no dinheiro e investem-no nas cidades. Isto é um fenómeno secular. Se se conseguir inverter esta tendência, e o Estado tem que ajudar, construindo uma rede de acessibilidades, não deixar que os serviços públicos se degradem, que os centros de saúde sejam cada vez mais modernizados quer a nível de equipamento quer a nível de pessoal, que sejam dados pequenos apoios importantes ao emprego a nível do ensino, de tantas áreas: na justiça, ao nível da segurança (é inconcebível que Freixo não tenha um quartel da GNR como deve ter, portanto os 10/15 agentes da GNR que são deslocados para Freixo encaram aquilo como sendo "desterrados", agora se lhe derem condições consideram a deslocação como qualquer coisa perfeitamente normal)… se tudo isto se concretizasse as coisas melhoravam.&lt;br /&gt;Agora se continuamos sempre a pensar que a vida só é possível nas cidades, se não se inverter a política, cada vez há-de ser pior! Por isso é que eu comecei por dizer que não há autarca nenhum que pense que o concelho dele não tem saídas para o futuro. Em Freixo vemos essas saídas no desenvolvimento rural, mas não só como desenvolvimento da agricultura: é importante manter a azeitona o vinho, as laranjas a amêndoa... manter isso como complemento da paisagem da natureza que permite o tal Turismo do Interior que será uma tábua de salvação para todos nós&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN:&lt;/strong&gt; Acredita no Futuro do Nordeste?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Edgar Gata&lt;/strong&gt; - Sim, temos que acreditar porque sempre fomos tratados como parentes pobres, agora há-de vir o dia que teremos um tratamento diferente. Parece-me que nós também temos que fazer para que isso aconteça. Afirmarmo-nos, não nos colocarmos naquela situação que eu disse à pouco de pessoas da periferia que ninguém conhece. Sei lá, aqui à bem pouco tempo uma jornalista bem conhecida da nossa praça referindo-se a um Conselho de Ministros que houve em Bragança afirmava que tinha sido lá naquele canto longínquo que também é Portugal. Falar-se assim na televisão é manter esses tais percalços. Mas nós é que temos que afirmar que também somos capazes.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN:&lt;/strong&gt;É uma pergunta inevitável… vai recandidatar-se?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Edgar Gata&lt;/strong&gt; - Oficialmente nada está definido, creio que o concelho de Freixo precisa inevitavelmente de mais uns anos com esta equipa a funcionar. É evidente que eu sou a cabeça de uma equipa que tem trabalhado, que as pessoas reconhecem e que continua com vontade de fazer bastante pela sua terra, e portanto creio que nunca seria altura de abandonar essa possibilidade. Iremos ter que mudar a equipa. O candidato está definido, agora há que mudar a equipa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:78%;color:#666666;"&gt;(Entrevista de Susana Magalhães)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8046370-110245371588566190?l=nnentrevista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nnentrevista.blogspot.com/feeds/110245371588566190/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8046370&amp;postID=110245371588566190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/110245371588566190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/110245371588566190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nnentrevista.blogspot.com/2004/12/edgar-gata-presidente-da-cmara.html' title=''/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8046370.post-109987335297554282</id><published>2004-11-08T01:19:00.000Z</published><updated>2004-11-08T00:22:32.976Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#666666;"&gt;No 5.º aniversário da ADIMAC (Associação para o Desenvolvimento Integrado de Macedo de Cavaleiros), O Notícias do Nordeste foi falar com Ilídio Mesquita, com o intuito de o próprio  fazer uma pequena súmula daquilo que foram os cinco anos desta Associação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#666666;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/IMG_0395.jpg" border="0" width="250" align="left" /&gt;NN &lt;/strong&gt;– Como nasceu a ADIMAC e quais os objectivos sociais que levaram à sua criação?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Diác. Ilídio Mesquita&lt;/strong&gt; – A ADIMAC surgiu em 1999, na sequência de um projecto do I O Integrar (Integração Operacional), uma candidatura da autarquia. Este Projecto chamava-se ESTEVA e terminava em Dezembro de 1999.Uma das vertentes deste projecto, era a criação de novos espaços, novas situações para responder às problemáticas do concelho. E desde logo, as pessoas que faziam parte deste projecto, acharam que era importante criar uma Associação que respondesse a alguns problemas sociais do concelho que não estavam cobertos, nomeadamente as mulheres desempregadas, as mulheres vitimas de violência, os beneficiários do Rendimento Mínimo Garantido (como se dizia na altura) e os jovens em risco de toxicodependência ou outros riscos. Presidindo a isto, nasceu a ADIMAC em escritura pública no dia 19 de Outubro de 1999. Cinco anos depois, penso que os principais objectivos ou a maior parte deles, foram alcançados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN &lt;/strong&gt;– E em que sectores é que a ADIMAC actua? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Diác. Ilídio Mesquita&lt;/strong&gt; – A ADIMAC actua fundamentalmente, junto das mulheres desempregadas, dos beneficiários do rendimento mínimo garantido, dos jovens em risco (ex-toxicodependentes) e na generalidade junto de todas as pessoas com problemas sociais. Temos um gabinete aberto à população, onde qualquer pessoa se pode dirigir para qualquer questão e expor os seus problemas. A ADIMAC tem encaminhado alguns dos jovens em risco (ex-toxicodependentes) , que encontraram algumas soluções para os seus problemas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – A ADIMAC é uma Associação de sucesso, podendo mesmo ser considerada uma Associação modelo. Qual o segredo que está por de trás deste visível sucesso? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Diác. Ilídio Mesquita &lt;/strong&gt;– Sucesso? Eu não diria já que é uma associação de sucesso, os outros o hão-de dizer no futuro, quando se fizer a historia do concelho, quando se fizer a história do associativismo deste concelho de Macedo de Cavaleiros que é muito recente. O que está por de trás é fundamentalmente um grande amor à camisola, está fundamentalmente uma grande preocupação sem querelas , sem querer dar nas vistas, embora muitas vezes eu seja o rosto visível da associação, mas há muita gente que está por de trás, e que são até muito mais importantes que eu, que trabalham, que se esforçam, e que todos os dias dão o seu melhor para com a associação e de uma forma desinteressada e gratuita, nomeadamente os sócios e a Direcção. Obviamente também os funcionários que trabalham e se preocupam dia após dia com a associação, isso é que é uma das razões do sucesso. Logicamente que também temos apostado em coisas inovadoras, desde logo as compotas, digamos que é a imagem de marca da associação, principalmente para o exterior do concelho. Temos apostado também, nos serviços prestados pelas mulheres de limpeza com a empresa de inserção “Vassouras e Trapos”, ambas situações inovadoras que vão de encontro às necessidades e expectativas da população. Os utentes desta associação utilizam e usam a ADIMAC consoante as suas necessidades e interesses. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN &lt;/strong&gt;– Tem-se especulado muitas vezes que a ADIMAC é uma criação do antigo executivo Camarário. Concorda com esta afirmação?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Diác. Ilídio Mesquita&lt;/strong&gt; – Não! Desde logo que não! O que se passou foi o seguinte: o que levou à criação desta Associação, foi efectivamente um projecto desenvolvido pelo executivo da Câmara Municipal da altura. Estamos a falar de 1999 praticamente no inicio do 2.º mandato do Eng. Luís Vaz. A Associação surgiu nesta altura para responder a um objectivo concreto, os sócios fundadores são de todos os quadrantes políticos, desde o CDS/PP ao próprio PS, não sei se haverá alguém do Bloco de Esquerda, nem sequer temos essa preocupação. Talvez as pessoas nos associem (ou associassem) ao anterior executivo, porque no final de 1999, inicio de 2002 (quando a ADIMAC começou a ter maior visibilidade) a ADIMAC geria um Projecto (GIESTA) que tinha sido uma candidatura do antigo executivo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – E em relação ao actual executivo? Têm sentido algum apoio? É suficiente?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Diác. Ilídio Mesquita&lt;/strong&gt; – Evidentemente que o apoio nunca é suficiente! Ao fazer-me esta pergunta tenho que lhe dizer desde já que não, tenho que defender a minha “Dama”, acho que o associativismo deveria ser mais apoiado, até mesmo a nível nacional. É importante dizer que o executivo tem ajudado naquilo que pode. Se calhar talvez pudesse ajudar mais ou dar outro tipo de apoio, também é verdade. Mas por outro lado existem tantas associações no concelho... &lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/IMG_0394.jpg" border="0" width="250" align="right" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – É sabido que com a mudança de executivo, houve uma certa animosidade e talvez até boicote à ADIMAC. Apesar da falta de apoios (inclusive a mudança da gestão do Projecto GIESTA), esta Associação singrou e provou ao longo destes três anos, que tem “pernas” para andar, e, embora remando contra a maré conquistou o reconhecimento tanto a nível local como a nível nacional e até mesmo internacional. Como se sente, uma vez que foi e é o “homem do leme deste barco”? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Diác. Ilídio Mesquita&lt;/strong&gt; – Em primeiro lugar, gostaria de corrigir aí uma situação. Eu tenho algumas duvidas (e três anos volvidos), que tivesse havido alguma animosidade. Temos que ver as coisas no seu tempo, na sua história, no seu contexto. É importante dizer-se, fosse com este executivo, ou com outro, houve realmente uma situação que foi a de que a ADIMAC deixou de gerir o Projecto GIESTA. Isso foi concreto, faz parte da nossa história, não temos que a escamotear, nem esconder. Para o desenvolvimento normal de qualquer Projecto, hoje, tanto pode estar na Associação A, como amanhã na Associação B e por aí adiante. O Projecto em questão está a terminar e o mais importante é questionar se foi bem gerido e se cumpriu os seus objectivos. Quanto ao reconhecimento se formos conhecidos a nível local, nacional, internacional, somos através das compotas, e recebemos agora um prémio internacional de qualidade na categoria ouro em Geneve em Abril último. Quanto a nível nacional, também somos reconhecidos, já não é a primeira vez que sou convidado a participar em varias conferências por parte de várias instituições. Exemplo disso, no dia 29 e 30 do corrente mês fui convidado para um seminário a realizar em Fátima sobre a avaliação da luta contra a pobreza, convidado pelo instituto da Segurança Social. É evidente, que ao participar em eventos deste caracter, temos uma responsabilidade acrescida, embora nos dê uma certa dimensão e até promoção da própria Associação. A nível local, penso que estamos a fazer um excelente trabalho e a corresponder aos nossos objectivos, a prova-lo estão os nossos utentes, tais como os desempregados de longa duração, as mulheres, bem como os jovens em risco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – Em relação ao Prémio Internacional de Qualidade atribuído à empresa de inserção “ da Tradição se fez Doce”, qual foi o efeito positivo e imediato sentido pela Associação? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Diác. Ilídio Mesquita&lt;/strong&gt; – Uma grande visibilidade para a empresa de inserção que é o mais importante, a empresa de inserção está como se costuma dizer, baseada numa economia solidária, porque é uma empresa que tem a preocupação de desenvolvimento económico, responsabilidade social, do investimento do lucro que neste momento não é visível, mas desejamos que o seu futuro seja promissor. Logicamente que as vendas aumentaram, pois, havia muitas pessoas, mesmo a nível local que não sabiam da existência da empresa de inserção nesta área. Quando criamos a empresa de compotas, foi no sentido de criar um produto que marcasse e se associasse desde logo a Macedo de Cavaleiros. Tal como Alfândega – cerejas, Vinhais – fumeiro e Mirandela – alheiras. Poderíamos criar uma empresa de vinhos, mas a nossa intenção era a de criar um produto exclusivo e inovador no mercado, e como já havia a tradição de compotas, apostamos nesta área utilizando a fruta biológica da região, transformando-a em deliciosas compotas, a que os nossos clientes já se habituaram e renderam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – Até onde pretendem levar a ADIMAC? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Diác. Ilídio Mesquita&lt;/strong&gt; – A ADIMAC continuará enquanto for necessária. Se um dia o nosso público-alvo deixar de existir, o que seria óptimo, a ADIMAC dissolver-se-á naturalmente. Enquanto houver uma razão para a sua existência, projectos e houver empenhamento e garra de todos - Direcção, funcionários, pessoas que a nós recorrem e os sócios – a ADIMAC continuará a trabalhar e a esforçar-se contribuindo para o desenvolvimento sustentável do concelho de Macedo de Cavaleiros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; - Fala-se que a ADIMAC, é um modelo de intervenção Social, com contornos de esquerda e particularmente de influência Socialista. O que tem a dizer sobre isto? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Diác. Ilídio Mesquita&lt;/strong&gt; – Eu não gostaria de entrar por políticas quer de esquerda quer de direita, pois, penso que o papel mais importante cabe a pessoas e não a rótulos. Gostaríamos de ser conotados pelo esforço desenvolvido no que se refere ao capital social e humano e não pela sua partidarização. Embora acredite que já houve melhores políticas sociais no país, do que as que existem no momento, é verdade. As políticas vão-se fazendo dia-a-dia, momento a momento, altura a altura, o importante é não conotar esta associação ou outra com o partido A, B ou C, e sim pelo trabalho desenvolvido. Não nos podemos esquecer que a ADIMAC tirando a formação profissional que são os formandos e formadores, esta garante 32 postos de trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN &lt;/strong&gt;– Independentemente da conjuntura política e económica que se vier a instalar em Portugal, acha que a ADIMAC tem futuro? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Diác. Ilídio Mesquita&lt;/strong&gt; – Sim estou convencido disso, caso contrário já teríamos terminado com a Associação. Independentemente de tudo, enquanto houver pessoas carenciadas e que precisem de nós a ADIMAC tem futuro, só o deixará de ter quando todas as situações estiverem colmatadas, era bom sinal que fosse já amanhã, e assim a Associação deixaria de existir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN&lt;/strong&gt; – Refira três coisas de que se orgulha particularmente de ter feito nesta Associação. &lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v484/noticiasdonordeste/Entrevista/IMG_0393.jpg" border="0" width="250" align="left" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Diác. Ilídio Mesquita&lt;/strong&gt; – Gerir a ADIMAC é por vezes muito complicado. Por vezes temos vontade de dizer vamos embora e quem vier atrás que feche a porta. Mas fizemos muitas coisas boas na ADIMAC e é difícil restringirmo-nos simplesmente a três. Desde logo a criação da empresa de inserção das compotas, seguidamente a empresa de inserção “Vassouras e trapos”, a formação profissional é também muito importante, pois, garante a empregabilidade de um número significativo de indivíduos. Finalmente um dos grandes motivos de orgulho da ADIMAC, foi a atribuição internacional do prémio de qualidade na categoria ouro à empresa de inserção “ da Tradição se fez Doce” que sem a contribuição e o empenho das funcionárias que trabalham, não teria sido possível. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;NN &lt;/strong&gt;– Em Macedo de Cavaleiros refere-se que a ADIMAC é o Diácono Ilídio Mesquita. O que tem a dizer sobre isto? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Diác. Ilídio Mesquita&lt;/strong&gt; – Infelizmente é verdade. A ADIMAC é uma Associação sem fins lucrativos, eu nem sequer sou o presidente, sou apenas o secretário de direcção, e é de justiça que se diga que pelo seu trabalho anónimo e pelo seu esforço que a presidente, é a Dr.ª Cristina Brinço. Eu sou o rosto visível talvez porque fui chefe do projecto de luta contra a pobreza e sou o membro da direcção que passa o dia na ADIMAC e sou quem dá a cara. Preferia não ter esta visibilidade, gosto muito mais do trabalho anónimo, mas enfim alguém tinha que a ter, e neste momento tocou-me a mim e espero que futuramente apareça outra pessoa. A ADIMAC não sou só eu, embora seja sócio fundador, há muita mais gente envolvida, na direcção está também o Dr. Rui Costa, e muita gente anónima que aposta no desenvolvimento e crescimento da ADIMAC. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Entrevista de Celina Martins)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8046370-109987335297554282?l=nnentrevista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nnentrevista.blogspot.com/feeds/109987335297554282/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8046370&amp;postID=109987335297554282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/109987335297554282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8046370/posts/default/109987335297554282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nnentrevista.blogspot.com/2004/11/no-5_08.html' title=''/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
